- Engenheira brasileira desaparece em Lyon após última mensagem recebida às 15h.
- Família confirma último uso do celular ocorreu às 16h19, sem testemunhas após esse horário.
- Gabriele estava preparando malas para viagem de manhã, prevista para 9h da sexta-feira.
- Ministério das Relações Exteriores acompanha caso e oferece assistência consular à família.
- Brasileiros em Lyon organizam rede de apoio para auxiliar nas buscas pelo desaparecimento.
A engenheira brasileira Gabriele da Silva Monteiro, de 33 anos, está desaparecida desde a última quinta-feira (23), após ser vista pela última vez na cidade de Lyon, na França. Natural de Brasília, ela é formada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), possui especialização em território francês e vive no país europeu desde 2017. Gabriele é casada com o engenheiro francês Florian Poutot.
Segundo informações divulgadas pela família, o último contato indireto entre o casal ocorreu por volta das 15h do dia do desaparecimento, quando Gabriele visualizou uma mensagem enviada pelo marido no WhatsApp. Ao verificarem o celular da engenheira, os familiares constataram que o último registro de uso do aparelho ocorreu às 16h19.
Até o momento, não há testemunhas que tenham visto Gabriele após esse horário. A expectativa da família é que as imagens das câmeras de segurança da região ajudem a reconstituir os últimos deslocamentos da brasileira.
Últimos momentos antes do desaparecimento
De acordo com os familiares, a última pessoa que teve contato visual com Gabriele foi uma vizinha, que a encontrou no elevador do prédio por volta das 12h30, quando ela retornava da escola com as filhas. Já Florian Poutot chegou em casa mais cedo naquele dia, por volta das 17h, e encontrou o imóvel vazio no bairro de Debourg, em Lyon.
Ainda conforme o relato da família, Gabriele preparava as malas para uma viagem que faria na manhã seguinte. Ela seguiria de carro com a amiga Livia Possi para a cidade de Rouen, onde participaria do casamento de uma amiga em comum. A saída estava prevista para as 9h da sexta-feira (24).
Os familiares acreditam que, no momento do desaparecimento, a engenheira usava uma bermuda de ginástica com estampa geométrica nas cores azul, vermelho, verde e rosa, além de um tênis branco com detalhes de estampa de oncinha nas laterais.
Investigação e apoio consular
O desaparecimento foi registrado por Florian Poutot junto à polícia francesa poucas horas após perceber a ausência da esposa. As autoridades confirmaram à família que uma investigação formal foi aberta para apurar o caso.
Enquanto isso, brasileiros que vivem em Lyon organizaram uma rede de apoio para auxiliar nas buscas, mantendo contato com hospitais, autoridades locais, veículos de imprensa franceses e com o cônsul honorário do Brasil na cidade.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha o caso e presta assistência consular aos familiares de Gabriele. O Itamaraty também destacou que esse tipo de atendimento é realizado mediante solicitação do cidadão ou, conforme a situação, de seus familiares.