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Último prazo: Clientes têm 5 dias para resgatar R$ 8,6 bilhões no Banco Central

A lei também estabelece que valores não resgatados por pessoas físicas e jurídicas poderão ser incorporados pelo Tesouro Nacional.

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Até 16 de fevereiro, clientes podem resgatar R$ 8,6 bilhões disponíveis no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Após o prazo de 30 dias para saque, valores não resgatados serão incorporados pelo Tesouro Nacional, com possibilidade de contestação em até 30 dias. Após publicação de edital pela Fazenda, os interessados terão mais 30 dias para contestar. Mesmo após a incorporação ao Tesouro, há um prazo de seis meses para reivindicar judicialmente os recursos.
Clientes devem ficar atentos ao prazo final para saque de dinheiro | Foto: Adriano Toffetti/Ato Press/Estadão Conteúdo
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Os clientes com "dinheiro esquecido" no Sistema de Valores a Receber (SVR) do Banco Central do Brasil (BC) têm até a próxima quarta-feira (16) para solicitar o saque dos valores. De acordo com o BC, há R$ 8,6 bilhões disponíveis para resgate no sistema, que permite a consulta de quantias deixadas para trás por pessoas físicas (incluindo falecidas) e empresas em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.

O prazo de 30 dias para o resgate começou a valer em 16 de setembro, após a sanção da Lei nº 14.973/2024 pelo presidente Lula (PT). Essa legislação trata da reoneração gradual da folha de pagamentos de 17 setores da economia e dos municípios até o fim de 2024. A lei também estabelece que valores não resgatados por pessoas físicas e jurídicas poderão ser incorporados pelo Tesouro Nacional.

Programe-se

O Ministério da Fazenda esclareceu que, além do prazo de 30 dias para o resgate, os clientes terão mais 30 dias para contestar o recolhimento dos recursos pelo Tesouro, contados a partir da publicação de um edital pela pasta.

"Somente após o término desse segundo prazo, e se não houver contestação daqueles que têm direito aos depósitos, os valores serão incorporados ao Tesouro Nacional", informou o ministério. A Fazenda acrescentou que, mesmo assim, os interessados terão até seis meses para reivindicar judicialmente o direito aos depósitos.

O ministério reforçou que a medida não configura confisco. Caso não haja contestação, os valores serão definitivamente incorporados como receita orçamentária primária, contribuindo para a verificação do cumprimento da meta de resultado primário.

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