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Shoppings apostam em experiência para coexistir com avanço do e-commerce

Empresário explica que espaços físicos disputam atenção com lazer e entretenimento, não com o digital.

Rafael Salles em entrevista ao Hot Market | Foto: Reprodução/redes sociais
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O crescimento do e-commerce no Brasil não eliminou a relevância dos shoppings centers, que seguem atraindo público ao se consolidarem como espaços de lazer e convivência. A avaliação é de Rafael Salles, CEO da empresa Allos, que administra uma das maiores redes de shoppings do país.

Durante análise sobre o setor, o executivo destacou que, embora o comércio eletrônico ofereça praticidade e conveniência, os shoppings têm um diferencial ligado à experiência presencial. “O e-commerce cresceu muito, é fácil e agradável de consumir, mas a gente promove o encontro. As pessoas se conhecem e se encontram no shopping”, afirmou.

Segundo Salles, os centros comerciais não disputam diretamente com as plataformas digitais, mas com outras formas de lazer, entretenimento e lifestyle. Nesse cenário, o shopping deixa de ser apenas um espaço de compras e passa a integrar a rotina social das pessoas.

Dados recentes reforçam esse movimento. A empresa encerrou o último ano com a maior taxa de ocupação da sua história, próxima de 98% no portfólio, mesmo após os impactos da pandemia.

Para ele, o desempenho indica que o modelo físico segue relevante ao oferecer experiências que o ambiente digital não consegue reproduzir. “O ser humano é gregário, quer se encontrar. O shopping permite essa conexão, além de integrar as vendas físicas e online das marcas”, concluiu.

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