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Senado aprova crédito de R$ 15 bi para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA

Medida integra o Plano Brasil Soberano, beneficia setores estratégicos da economia e segue para sanção presidencial

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  • Senado aprova linha de crédito de até R$ 15 bilhões para empresas afetadas por tarifaço norte-americano e impactos da guerra no Oriente Médio.
  • Recursos serão financiados pelo BNDES e disponibilizados em forma de financiamentos com condições a serem definidas pelo CMN.
  • Empresas de setores industrial, agropecuário e estratégicas ao comércio exterior poderão acessar os recursos.
  • Financiamento será custeado principalmente pelo FGE, além de fontes do Ministério da Fazenda e do Orçamento da União.
  • Projeto aguarda sanção presidencial e regulamentação pelo CMN para entrar em vigor.
Senado aprova crédito de R$ 15 bi para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA | Foto: Reprodução
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O Senado Federal (SF) aprovou, nesta quarta-feira (8), um projeto que cria uma linha de crédito de até R$ 15 bilhões para apoiar empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais e pelos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio. A proposta faz parte do Plano Brasil Soberano e agora segue para sanção presidencial.

Linha de crédito será operada pelo BNDES

Os recursos não serão repassados diretamente às empresas. O montante será disponibilizado na forma de financiamentos, que deverão ser pagos pelas companhias conforme as condições de juros, prazos e garantias que ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A operação da linha de crédito ficará sob responsabilidade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que poderá conceder os financiamentos diretamente ou por meio de instituições financeiras credenciadas.

Quem poderá acessar os recursos

A medida contempla empresas dos setores industrial, agropecuário, pesqueiro, florestal e mineral, além de fornecedores ligados a essas atividades. Também poderão solicitar os financiamentos cooperativas, associações e empresas consideradas estratégicas para o comércio exterior brasileiro.

Segundo o texto aprovado, o objetivo é oferecer suporte financeiro para minimizar os impactos causados pelas restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos e pelas consequências econômicas do conflito no Oriente Médio sobre as exportações brasileiras.

Recursos virão do Fundo de Garantia à Exportação

O dinheiro que financiará a linha de crédito será proveniente, principalmente, do saldo disponível no Fundo de Garantia à Exportação (FGE), além de outras fontes do Ministério da Fazenda (MF) e do Orçamento da União.

Com a aprovação no Senado, o projeto concluiu sua tramitação no Congresso Nacional e aguarda apenas a sanção do presidente da República para entrar em vigor. Depois disso, o CMN deverá regulamentar as regras para contratação dos financiamentos.

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