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Se aprovada, isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil começa em 2026

A ampliação do limite de isenção do IR, que pode beneficiar até 30 milhões de contribuintes, geraria um custo de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões por ano

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Isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil não visa aumentar arrecadação ou causar cortes de orçamento. Medida busca "eficiência e justiça tributária", mantendo o nível de arrecadação. Aumento na faixa de isenção exige compensação para garantir neutralidade fiscal. Reforma visa aumentar eficiência tributária, sem alterar arrecadação. Ampliação do limite de isenção do IR pode beneficiar até 30 milhões de contribuintes.
Ministro Fernando Haddad | Foto: Reprodução/Uol
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu nesta quinta-feira (28) que a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil não tem como objetivo aumentar a arrecadação do governo nem impactar cortes orçamentários. Em entrevista, Haddad reforçou que a medida segue o princípio de neutralidade tributária, buscando “eficiência e justiça tributária”, sem alterar o nível de arrecadação.

uma das promessas de campanha

O governo enviará ao Congresso, nos próximos dias, um projeto de lei propondo a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Atualmente, o limite de isenção é de R$ 2.824, e a mudança só entrará em vigor em 2026, caso seja aprovada pelo Legislativo até o ano que vem. A proposta é uma das promessas de campanha do presidente Lula (PT).

Haddad explicou que, como qualquer aumento na faixa de isenção, a medida precisa ser acompanhada de uma compensação, e que o foco é manter a neutralidade fiscal. O ministro também ressaltou que a reforma tributária do governo visa aumentar a eficiência tributária, sem alterar a arrecadação, em sintonia com as diretrizes econômicas já anunciadas pelo Executivo.

A ampliação do limite de isenção do IR, que pode beneficiar até 30 milhões de contribuintes, geraria um custo de R$ 45 bilhões a R$ 50 bilhões por ano. De acordo com a Unafisco Nacional, além dos 14,6 milhões de isentos atuais, outros 16 milhões de pessoas físicas deixariam de pagar o imposto com a mudança, que segue em análise no Congresso.

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