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Preços do petróleo voltam a subir após novas tensões entre Estados Unidos e Irã

Novo bloqueio do Estreito de Ormuz eleva Brent acima de US$ 95 e amplia incerteza no mercado

Petroleiros e navios de carga alinhados no Estreito de Ormuz, vistos dos Emirados Árabes Unidos | Foto: AP/Altaf Qadri, Arquivo
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Os preços do petróleo voltaram a subir neste domingo (19), impulsionados pela escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã envolvendo o controle do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Na abertura dos mercados, o barril do WTI, referência nos EUA, avançava 7,2%, cotado a US$ 88,57, enquanto o Brent (referência internacional) subia 6,8%, chegando a US$ 96,58.

Impasse no Estreito

A alta ocorre após uma sequência de decisões conflitantes sobre a liberação da rota marítima. Na sexta-feira (17), o Irã anunciou a reabertura do estreito, o que levou a uma queda superior a 9% nos preços.

No sábado (18), porém, Teerã recuou da decisão após declarações do presidente Donald Trump sobre a manutenção do bloqueio naval americano a portos iranianos.

Navio petroleiro - Foto: Reprodução/ Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images 

Escalada militar no fim de semana

Durante o fim de semana, a Guarda Revolucionária do Irã abriu fogo contra embarcações na região. Já neste domingo, Trump afirmou que forças americanas apreenderam um cargueiro com bandeira iraniana que teria tentado furar o bloqueio.

O comando militar iraniano classificou a ação como “pirataria” e prometeu retaliação, elevando o risco de agravamento do conflito.

A agência estatal iraniana informou que o país não participará da rodada de negociações com os EUA prevista para segunda-feira (20). A suspensão do diálogo aumenta a incerteza sobre a manutenção do cessar-fogo, que termina na quarta-feira (22).

Impactos no mercado global

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os preços do petróleo têm apresentado forte volatilidade. Antes da crise, o barril era negociado perto de US$ 70 e chegou a ultrapassar US$ 119.

Analistas alertam que o prolongamento do bloqueio no Estreito de Ormuz pode intensificar a pressão sobre os preços. Mesmo com eventual reabertura, a normalização do fluxo deve levar meses, diante do acúmulo de navios, riscos de novas tensões e possíveis danos à infraestrutura energética.

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