- Banco Central elimina limite de R$ 500 para Pix por aproximação, permitindo que instituições definam valores conforme perfil do cliente.
- Alteração entra em vigor nesta quinta-feira (1º), alinhando o Pix por aproximação ao modelo do Pix tradicional.
- Bancos passam a estabelecer limites de transações com base em histórico e perfil financeiro do cliente.
- Clientes podem solicitar aumento de limite, mas instituição deve analisar perfil antes de aprovar a solicitação.
- Regra deixa de estabelecer teto específico para Pix por aproximação, transferindo responsabilidade para instituições financeiras.
O Banco Central (BC) retirou o limite de R$ 500 para o Pix por aproximação, permitindo que as instituições financeiras definam valores maiores para esse tipo de operação de acordo com o perfil de cada cliente. A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e passa a equiparar o funcionamento dos limites do Pix por aproximação ao modelo já adotado no Pix tradicional.
Limite deixa de ser fixo
Até quarta-feira (30), havia uma regra que estabelecia R$ 500 como valor máximo por transação realizada por meio do Pix por aproximação. A norma foi revogada pelo BC em junho, eliminando o teto específico para a modalidade.
Com a alteração, não existe mais um limite de R$ 500 definido pelo Banco Central para esse tipo de pagamento.
O Pix por aproximação permite realizar transferências e pagamentos instantâneos utilizando a tecnologia de aproximação do celular, sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco para fazer a operação da forma tradicional.
Bancos passam a definir os valores
A partir da mudança, os bancos e demais instituições financeiras passam a estabelecer os limites das operações de acordo com critérios próprios.
A análise pode considerar informações como histórico de transações e perfil financeiro do cliente. Dessa forma, o limite disponível pode variar de uma pessoa para outra.
O cliente também pode solicitar à instituição financeira um aumento do limite, inclusive para valores superiores aos R$ 500 que eram estabelecidos pela regra anterior.
O pedido, porém, não é aprovado automaticamente. A instituição deve analisar o perfil do cliente antes de decidir se concede ou não o aumento.
Regra fica igual à do Pix tradicional
A principal mudança é que o Pix por aproximação passa a seguir a mesma lógica de gestão de limites do Pix tradicional, utilizado, por exemplo, por meio de QR Code.
Na prática, o Banco Central deixa de estabelecer um teto específico para o Pix por aproximação e transfere para as instituições financeiras a responsabilidade pela definição dos valores permitidos para cada cliente.
Assim, o valor máximo disponível em cada operação dependerá das regras e da análise da instituição financeira responsável pela conta.