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Petróleo sobe a US$ 97 e bate maior valor após escalada da guerra entre EUA e Irã

Preços do petróleo subem após ameaça do Irã de atacar instalações de energia no Oriente Médio. O Brent atinge US$ 98,06, maior nível em seis semanas.

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  • Preços do petróleo subiram após ameaça do Irã de atacar instalações no Oriente Médio.
  • Petróleo Brent atingiu US$ 98,06, maior valor desde 24 de julho, com alta de 1,1%.
  • Contrato WTI subiu 1,3% para US$ 92,65, também atingindo máxima desde 24 de julho.
  • Ataques entre EUA e Irã aumentam tensão e risco de interrupções no fornecimento.
  • Navios comerciais são usados como ferramenta de pressão, complicando fronteira entre comércio e conflito.
Base de petróleo | Foto: Reprodução
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Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira (7) e atingiram o maior nível em seis semanas, após o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques dos Estados Unidos.

A escalada aumentou o temor de que o conflito provoque novas interrupções no fornecimento da commodity.

O petróleo Brent, referência internacional, avançou US$ 1,03, ou 1,1%, e fechou a US$ 97,31 por barril. Durante o dia, chegou a US$ 98,06, maior cotação desde 24 de julho.

Nos Estados Unidos, o contrato do petróleo WTI, referência no mercado americano, subia 1,3%, para US$ 92,65 por barril, às 14h45 (horário de Brasília).

O WTI chegou a US$ 93,29 durante a sessão, também o maior valor desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação nesta segunda-feira por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA.

A alta ocorre após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda que o país responderá caso seus ativos sejam atacados.

A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer que a frota petrolífera iraniana estava “indefesa”.

Segundo a Marisks, o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica aumenta o risco para o transporte marítimo de petróleo. A empresa afirmou que a fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir.

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