- Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre.
- Resultado é queda de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
- Lucro antes de juros e impostos foi de R$ 61,7 bilhões, queda de 1% na comparação anual.
- Pagamento de remuneração aos acionistas foi aprovado em R$ 9 bilhões.
A Petrobras (PETR3, PETR4) registrou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 7,3% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia na última segunda-feira (11).
No critério sem eventos exclusivos, o indicador marcou R$ 23,8 bilhões, alta de 0,8% na mesma base de comparação.
Segundo a companhia, o resultado no trimestre foi influenciado pelo ganho com a variação cambial da ordem de R$ 12,3 bilhões e a reversão do impairment (baixa contábil).
"Entregamos resultados financeiros consistentes no primeiro trimestre de 2026, mantendo a forte geração de caixa, sustentada pela excelente performance dos nossos ativos e por recordes de produção de óleo e gás", disse em comunicado o diretor financeiro e de relacionamento com investidores, Fernando Melgarejo.
Ainda nesta segunda-feira, a companhia informou que o conselho de administração aprovou o pagamento de remuneração aos acionistas no valor de R$ 9 bilhões, equivalente a R$ 0,7009 por ação ordinária e preferencial.
No primeiro trimestre do ano, a companhia destacou o aumento da produção total própria e o incremento dos volumes produzidos e de venda de derivados.
No entanto, a petroleira disse em comunicado que os efeitos dos aumentos de preços do petróleo recentes "ainda não foram percebidos devido à lógica de precificação de exportações" e que a alta do barril após o início do conflito no Oriente Médio "estará refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026."
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado (sem eventos exclusivos) de janeiro a março foi de R$ 61,7 bilhões, queda de 1% na comparação anual. De acordo com a Petrobras, o resultado foi impulsionado pelo aumento nas vendas de derivados produzidos e menores despesas operacionais, em especial a redução dos custos exploratórios.