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Pesquisa aponta que homens a partir de 35 anos e famílias de baixa renda são mais afetados por bets

A pesquisa foi feita a partir da análise econômica de dados do Banco Central, que mostra impacto macroeconômico bilionário

Pessoa mexendo em celular | Foto: Imagem de Freepik
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Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo revela que a expansão das apostas online no Brasil tem aumentado o risco de endividamento, principalmente entre homens, pessoas com 35 anos ou mais e famílias de baixa renda.

Apesar do perfil mais vulnerável, o estudo faz um alerta: pessoas com maior nível de escolaridade também estão mais expostas, devido à facilidade de acesso digital e à publicidade agressiva das plataformas.

Impacto bilionário na economia

A pesquisa, baseada em dados do Banco Central do Brasil, aponta um impacto significativo: desde a regulamentação em 2023, os gastos com apostas podem chegar a R$ 30 bilhões.

Além disso, desde dezembro de 2024, cerca de 270 mil famílias passaram a integrar o grupo de superendividados.

Aumento expressivo nos gastos

Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, houve um crescimento de aproximadamente 500% nos gastos com esse tipo de atividade.

O estudo destaca o chamado “efeito substituição”, em que recursos que antes eram destinados a despesas essenciais passam a ser usados em apostas, prejudicando o consumo real das famílias. A análise foi apresentada no Observatório do Comércio, em Brasília.

Relação com aumento da inadimplência

Pela primeira vez, o estudo estabelece uma relação direta entre o uso excessivo de apostas e o aumento da inadimplência. Segundo a CNC, o acesso amplo e pouco controlado pode levar consumidores a uma situação em que não conseguem mais pagar suas dívidas, aumentando o tempo de atraso nos pagamentos.

Defesa de regulamentação

Para Fabio Bentes, o caminho não é a proibição, mas sim o fortalecimento da regulamentação, especialmente em relação à publicidade e ao acesso. Segundo ele, a atividade não é necessariamente prejudicial à economia, mas o excesso pode trazer consequências negativas.

O que diz a Associação Nacional de Jogos e Loterias

"A ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) afirma que os números apresentados pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) nesta terça-feira (28) não condizem com os dados oficiais do governo e do setor. Além disso, desconsideram a natureza multifatorial do endividamento dos brasileiros. Recortes amostrais não podem se sobrepor às bases públicas disponíveis nem sugerir uma relação causal direta entre apostas online e inadimplência do cliente.

Os dados consolidados do mercado, compilados pela Pay4Fun, mostram que o Brasil registrou cerca de 28 milhões de apostadores em 2025. Desse total, 53,3% - ou seja, mais da metade - tiveram gastos de até R$ 50 por mês. Esse cenário evidencia um comportamento incompatível com generalizações sobre grande impacto no orçamento das famílias."

(Com informações da CBN)

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