No caso do Nubank, por exemplo, a instituição possui capital aberto, é listada na Bolsa de Nova York e segue critérios rígidos de transparência e governança corporativa exigidos de empresas desse porte. Em 2024, inclusive, superou a Petrobras em valor de mercado, o que indica um nível elevado de solidez — ainda que, como qualquer banco, não exista risco zero.
A educadora financeira Suelen Neves reforça que a escolha de um banco digital deve envolver critérios básicos de segurança. Entre as principais recomendações estão: verificar se a instituição é autorizada pelo Banco Central, pesquisar a reputação entre clientes e evitar concentrar todo o dinheiro em um único banco.
“Nem tudo que parece acessível realmente é acessível. É importante entender o que está por trás das promessas de facilidade e rendimento, porque, muitas vezes, o barato pode sair caro”, afirma.
Um dos principais indicadores técnicos usados para medir a saúde financeira de um banco é o Índice de Basileia. Ele mostra a relação entre o capital próprio da instituição e os seus ativos de risco, como empréstimos e financiamentos.
No Brasil, o Banco Central exige que os bancos mantenham um índice mínimo de 11%. Isso significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição precisa ter pelo menos R$ 11 de capital próprio para absorver possíveis prejuízos em caso de inadimplência.