- Japão lidera economias com maior dívida pública em 2026, com 204,4% do PIB.
- FMI divulga projeções do WEO com dívida bruta do governo como proporção do PIB.
- Singapura e Sudão figuram nas duas primeiras posições com 171,9% e 169,1% do PIB.
- Brasil tem dívida bruta de 93,3% do PIB em 2026, segundo metodologia do FMI.
- FMI destaca resiliência da economia brasileira, mas recomenda maior esforço fiscal.
O Japão lidera a lista das economias com maior dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O indicador japonês chega a 204,4% do PIB, ou seja, a dívida bruta do governo geral corresponde a mais de duas vezes o valor de todos os bens e serviços produzidos pelo país em um ano.
Os números fazem parte das projeções do World Economic Outlook (WEO), divulgado pelo FMI em abril de 2026. O levantamento utiliza como referência a dívida bruta do governo geral como proporção do PIB, metodologia que permite comparar a situação fiscal de diferentes economias.
Na segunda posição aparece Singapura, com 171,9%, seguida por Sudão (169,1%) e Bahrein (152,4%). Itália e Grécia, duas economias europeias historicamente marcadas por níveis elevados de endividamento público, aparecem com 138,4% e 136,9%, respectivamente.
Completam o grupo dos dez maiores índices Senegal (132,3%), Maldivas (129,4%), Estados Unidos (125,8%) e Ucrânia (122,6%). No caso norte-americano, dados do próprio FMI confirmam dívida bruta do governo geral equivalente a 125,8% do PIB em 2026.
Veja os 10 maiores índices em 2026
- Japão: 204,4% do PIB
- Singapura: 171,9%
- Sudão: 169,1%
- Bahrein: 152,4%
- Itália: 138,4%
- Grécia: 136,9%
- Senegal: 132,3%
- Maldivas: 129,4%
- Estados Unidos: 125,8%
- Ucrânia: 122,6%
E o Brasil?
O Brasil está fora do grupo dos dez maiores, mas também apresenta um nível elevado de endividamento. Na consulta do Artigo IV concluída em julho, o FMI apontou que a dívida bruta do governo geral brasileiro deve alcançar 93,3% do PIB em 2026, pela metodologia adotada pelo organismo internacional.
O percentual difere dos números calculados pela metodologia das autoridades brasileiras. No relatório do FMI, essa definição resulta em uma dívida bruta de 78,6% do PIB em 2026, enquanto a metodologia própria do Fundo chega aos 93,3%.
O FMI também avalia que a economia brasileira permanece resiliente diante de choques externos, mas defende um esforço fiscal mais ambicioso para colocar a dívida pública em uma trajetória de queda e abrir espaço para investimentos prioritários.