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Governo limita reajuste de servidores em 2027 com gatilho fiscal

PLOA enviada ao Congresso prevê restrições a aumentos reais caso metas fiscais não sejam cumpridas

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  • Governo prevê limitar reajustes reais aos servidores em 2027 caso metas fiscais não sejam cumpridas.
  • Medida está no PLOA de 2027, que estabelece restrições ao crescimento das despesas públicas.
  • Restrições estão vinculadas a gatilhos fiscais, que atuam quando o governo não atinge metas de resultado primário.
  • Despesas primárias do governo federal devem crescer em até 2,5% em 2027, dentro do Regime Fiscal Sustentável.
  • Orçamento total previsto para 2027 é de R$ 7,4 trilhões, com R$ 3,4 trilhões em despesas primárias.
Governo limita reajuste de servidores em 2027 com gatilho fiscal | Foto: Reprodução
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O Governo Federal prevê limitar em 2027 a concessão de reajustes reais aos servidores públicos caso as metas de resultado primário não sejam cumpridas. A medida está no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), e faz parte dos mecanismos automáticos previstos no novo arcabouço fiscal para controlar o crescimento das despesas públicas.

Como funciona

A restrição está relacionada aos chamados gatilhos fiscais, que são acionados quando o governo não consegue cumprir determinados objetivos previstos para as contas públicas.

Na prática, o texto estabelece limites mais rígidos para o crescimento das despesas quando houver frustração das metas de resultado primário. Entre as medidas está a restrição à concessão de aumentos acima da inflação para os servidores públicos.

O modelo busca manter o crescimento dos gastos federais dentro das regras estabelecidas pelo Regime Fiscal Sustentável. O aumento das despesas está condicionado tanto ao comportamento da arrecadação quanto ao cumprimento das metas fiscais.

Caso as condições fiscais sejam descumpridas, os mecanismos de contenção passam a valer automaticamente. A flexibilização dessas limitações depende da recuperação dos resultados fiscais, incluindo a obtenção de superávit.

O que é a PLOA

A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o documento que estabelece como o governo pretende arrecadar e gastar os recursos públicos no ano seguinte. Antes de se transformar na LOA, a proposta é encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional para análise e votação.

O orçamento define receitas, despesas e limites de gastos, além de estabelecer a previsão para o equilíbrio das contas públicas.

Para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê um Orçamento total de R$ 7,4 trilhões. Desse valor, R$ 3,8 trilhões correspondem a despesas financeiras e R$ 3,4 trilhões a despesas primárias.

A estimativa de receita primária total também é de R$ 3,4 trilhões, equivalente a 23,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Limite para despesas

Considerando apenas as despesas primárias do governo federal, sem incluir estatais e outras estruturas, a previsão é de R$ 2,8 trilhões, o equivalente a 19,14% do PIB.

Para manter as contas dentro do Regime Fiscal Sustentável, o governo prevê que as despesas primárias tenham crescimento real limitado a 2,5% em 2027.

A regra significa que o aumento dos gastos acima da inflação terá um limite, mesmo em um cenário de crescimento da arrecadação.

Selic e inflação

A proposta também apresenta projeções para os principais indicadores econômicos.

Para o fim de 2026, o governo estima a taxa Selic em 12,53% ao ano. A previsão para a inflação é de 3,6% em 2026, índice que, segundo a projeção apresentada na proposta, ficará dentro do intervalo de tolerância da meta estabelecida para o período.

As estimativas econômicas utilizadas na elaboração do orçamento servem de base para calcular receitas, despesas e o espaço disponível para novos gastos no ano seguinte.


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