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Empresária diz que governo Trump desconhecia importância do mel brasileiro para os EUA

Joelma Lambertucci de Brito, da Lambertucci Trade Solution, vai defender o mel brasileiro contra a nova de rodada de tarifas propostas pelos EUA, no próximo dia 6

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  • Empresária brasileira defende inclusão do mel no programa de isenções tarifárias dos EUA.
  • Tarifas norte-americanas pressionam exportações brasileiras, incluindo o setor de mel.
  • Brasil é principal fornecedor de mel orgânico e convencional importado pelos EUA.
  • Audiência pública em Washington busca destacar relevância do mel brasileiro para os EUA.
  • Setor de mel enfrenta prejuízos após sobretaxas e busca isenção para proteger produtores.
Tarifas dos EUA | Foto: Pixabay e Reprodução
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Eu consumo esse mel todo dia e não sabia que vinha do Brasil.”

Essa é uma das frases que a empresária Joelma Lambertucci de Brito ouviu de um integrante do governo dos Estados Unidos durante um trabalho de lobby neste ano, voltado à defesa da inclusão do mel brasileiro na lista de isenções tarifárias propostas pelo presidente Donald Trump.

Tarifas dos EUA pressionam exportações brasileiras

Em 1º de junho, Donald Trump propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, após uma investigação envolvendo temas como desmatamento ilegal, pirataria e o sistema de pagamentos PIX. No dia seguinte, o governo norte-americano anunciou ainda taxas adicionais de 12,5% para 60 países, sob a justificativa de falhas no combate ao trabalho forçado, medida que também incluiu o Brasil.

No próximo dia 6, Joelma Lambertucci participará de uma audiência pública em Washington, onde defenderá o mel brasileiro. Com 35 anos de atuação no setor de mel e própolis, ela comanda a empresa Lambertucci Trade Solution, especializada em facilitar a exportação do produto para outros países.

Reuniões com governo dos EUA

A empresária já participou de encontros com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e com o USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos), órgão responsável pela proposta das tarifas. Segundo ela, nesses contatos ficou evidente que o mel brasileiro não foi incluído na lista de isenção por desconhecimento do mercado americano.

De acordo com dados do setor, cerca de 83% do mel orgânico importado pelos Estados Unidos tem origem no Brasil. No caso do mel convencional, o país também lidera com aproximadamente 75% das importações americanas.

Falta de divulgação prejudica setor

Para Joelma, a ausência do Brasil na lista de exceções se deve à baixa divulgação internacional sobre a relevância do produto. “Não adianta simplesmente ser o maior fornecedor, você tem que realmente propagar”, afirmou a empresária.

O setor de exportação de mel agora atua em regime de urgência para tentar reverter as medidas tarifárias. Além da empresária, participarão da audiência importadores americanos e representantes da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel).

Uma das estratégias será destacar o peso do Brasil no fornecimento do produto aos EUA, além de outros pontos técnicos que ainda serão apresentados na audiência.

SETOR TENTA EVITAR NOVO PREJUÍZO

O setor de mel tenta evitar novos prejuízos após sucessivos tarifaços nos EUA, que já impactaram fortemente produtores do Piauí — maior exportador brasileiro do produto para o mercado americano.

Em 2024, 85% do mel exportado pelo estado foi destinado aos EUA, e em 2025 uma sobretaxa de 50% levou ao cancelamento de vendas e perdas para milhares de famílias que dependem da apicultura.

Diante disso, o setor busca a isenção das tarifas e mantém articulações políticas para reduzir os impactos no mercado brasileiro.

(Com informações do Agro/g1/Paula Salati)

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