O dólar encerrou esta segunda-feira (23) com leve recuo de 0,14%, negociado a R$ 5,1685 — menor cotação desde 28 de maio de 2024, quando havia fechado a R$ 5,1534. Já o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, caiu 0,88%, aos 188.853 pontos.
No cenário internacional, o mercado ainda reage à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegal o pacote de tarifas anunciado em abril. No fim de semana, o presidente Donald Trump recorreu a outro dispositivo legal para impor uma tarifa global de 15% sobre produtos importados, intensificando sua política comercial.
Trump havia sido barrado de aplicar taxas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A nova investida utiliza a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza a criação de tarifas temporárias de até 15%.
Levantamento da Global Trade Alert aponta que Brasil e China estão entre os países mais favorecidos pelas alterações, sendo o Brasil o que registra a maior redução média nas tarifas, com queda de 13,6 pontos percentuais.
No mercado doméstico, o Banco Central do Brasil divulgou mais uma edição do boletim Focus. As projeções dos economistas indicam nova redução na estimativa de inflação para 2026 — a sétima seguida — passando de 3,95% para 3,91%. A expectativa para a taxa básica de juros também foi revisada para baixo, de 12,25% para 12,13% ao ano.
A semana ainda reserva a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, além de novos dados sobre emprego no país. No exterior, os investidores acompanham o Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos e as decisões de juros do banco central chinês.