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Dólar cai a R$ 5,12 e atinge menor valor em quase 2 anos; Ibovespa recua

Movimento foi influenciado por cenário político no Brasil e falas do presidente dos Estados Unidos

Dólar comércial | Foto: Reprodução/Karolina Grabowska/Pexels
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O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira (25) em forte queda de 0,60%, cotado a R$ 5,1246, o menor valor de fechamento desde maio de 2024, impulsionado por fatores internacionais e pelo cenário político doméstico. Ao mesmo tempo, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,36%, aos 190.803 pontos, pressionado por perdas em ações bancárias e ajuste após recordes recentes.

Câmbio se fortalece

A queda da moeda americana reflete uma combinação de fatores: investidores reduziram posições em dólar diante de condições mais favoráveis para mercados emergentes, enquanto o real se valorizou frente a outras divisas, movimento observado também em outras economias da América Latina.

Nos Estados Unidos, declarações do presidente Donald Trump durante o discurso sobre o Estado da União, que não enfatizaram tensões comerciais com a China, contribuíram para aliviar o apetite por dólar no exterior. Trump abordou também temas como inflação, tarifas e desempenho das bolsas em um momento de queda de sua popularidade, fato que pode afetar positivamente a confiança de mercados.

Ibovespa recua

O Ibovespa protagonizou semanas de máximas recordes, mas neste dia a pressão foi negativa no fim do pregão, com destaque para o desempenho das ações de grandes bancos como Itaú em queda, apesar da recuperação de commodities e de empresas como a Vale em sessões anteriores.

Cenário político

No Brasil, dados oficiais mostraram que o Governo Central registrou superávit primário em janeiro, acima das expectativas, o que geralmente é bem-recebido pelos mercados. Porém, agentes também monitoram pesquisas eleitorais recentes que mostram um empate técnico entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, fator que pode aumentar a volatilidade nos próximos meses em função de possíveis mudanças de política econômica.

Além disso, a semana reserva divulgações importantes, como o fluxo cambial e resultados de grandes empresas de tecnologia nos EUA, que podem afetar a percepção de risco global e a dinâmica de capitais internacionais. 

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