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'Dinheiro esquecido': R$ 6,2 bilhões podem ser resgatados, diz Banco Central

Em maio, o governo Lula anunciou o uso de parte dos recursos não retirados por clientes das instituições financeiras para viabilizar o Desenrola 2.0. TCU apura manobra; entenda.

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  • Banco Central divulga R$ 6,241 bilhões em valores esquecidos por clientes até maio de 2026.
  • Valor total inclui R$ 4,437 bilhões de pessoas físicas e R$ 1,804 bilhão de empresas.
  • Parte dos recursos foi destinada ao programa Desenrola 2.0 para renegociação de dívidas.
  • Consultas sobre valores esquecidos podem ser feitas exclusivamente pelo portal Valores a Receber.
  • Resgate requer chave Pix ou contato direto com a instituição financeira para finalizar o processo.
Cédula de dinheiro | Foto: Agência Brasil
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O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (14) que ainda existem R$ 6,241 bilhões em valores esquecidos por clientes em instituições financeiras. Os dados consideram o saldo registrado até maio de 2026.

Do total disponível:

  • R$ 4.437.422.917,99 pertencem a 24.080.039 pessoas físicas;
  • R$ 1.804.196.767,06 são de 2.274.851 empresas.

Em março, o montante era de R$ 10,6 bilhões. Parte desse valor foi destinada a um fundo público para viabilizar o programa Desenrola 2.0.

Parte dos recursos foi destinada ao Desenrola 2.0

No início de maio, o governo anunciou que utilizaria entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões dos recursos esquecidos para dar suporte ao Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas. No fim do mesmo mês, cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras em operações de crédito.

Como consultar valores esquecidos

O Banco Central disponibiliza um sistema para que pessoas físicas, empresas e também representantes de pessoas falecidas consultem se possuem recursos a receber em bancos, consórcios ou outras instituições financeiras. A consulta pode ser feita exclusivamente pelo portal Valores a Receber, do Banco Central.

Como solicitar o resgate

Para solicitar a devolução dos recursos pelo sistema, é necessário informar uma chave Pix. Caso o beneficiário não possua uma chave cadastrada, deverá entrar em contato diretamente com a instituição financeira para definir a forma de recebimento ou cadastrar uma chave Pix e retornar ao sistema para concluir a solicitação.

No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta e o pedido de resgate podem ser realizados por herdeiros, testamenteiros, inventariantes ou representantes legais, mediante preenchimento de um termo de responsabilidade.

Após identificar a existência de valores, o interessado deve seguir as orientações da instituição financeira responsável para concluir o processo de restituição.

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