- Novo medicamento semaglutida, Semavy, chega às farmácias brasileiras nesta sexta-feira (4), com preço de R$ 333 por caneta injetável.
- Registro da Semavy foi concedido pela Anvisa em 29 de julho, junto com outras quatro marcas, incluindo Zempneo e Owozy.
- A semaglutida é usada no controle do diabetes tipo 2 e em doses altas para perda de peso, após queda da patente da molécula em março.
- Semavy é produzida por síntese química, processo que permite reduzir custos e facilitar a escala de produção, comparado a métodos biológicos.
- Expectativa é de que outras marcas adotem produção por síntese química, permitindo registros de versões genéricas, como o Ozivy.
Mais uma marca de semaglutida chega às farmácias brasileiras nesta sexta-feira (4). A Semavy, produzida pela Mantecorp, terá preço de R$ 333 por uma caneta injetável de 1 mg. O valor corresponde à caneta destinada a três meses de tratamento.
O registro do medicamento foi concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 29 de julho, junto com outras quatro marcas: Zempneo, Orsema, Seemasun e Owozy.
Semaglutida é usada no diabetes e na perda de peso
A semaglutida é utilizada no controle do diabetes tipo 2 e, em doses mais altas, no tratamento para perda de peso. Até o início deste ano, o Ozempic, da Novo Nordisk, era a única versão disponível no Brasil. O cenário mudou após a queda da patente da molécula, em março, o que abriu espaço para a entrada de concorrentes no mercado brasileiro.
Semavy é produzida por síntese química
A Semavy é uma versão produzida por síntese química, processo que permite obter a molécula a partir de reações realizadas em laboratório, sem depender de organismos vivos.
O produto final tem a mesma estrutura da semaglutida original. Segundo a explicação apresentada no texto, o processo pode ser mais simples de ampliar em escala, o que tende a reduzir os custos de fabricação e, consequentemente, o preço ao consumidor.
A característica não é exclusiva da Semavy. O Ozivy, primeira versão nacional de semaglutida aprovada pela Anvisa, em maio, também é produzido por síntese química.
A expectativa é de que outras marcas de semaglutida que chegarem ao mercado adotem o mesmo modelo de produção. Nesse formato, é possível solicitar o registro de uma versão genérica do medicamento. A EMS já seguiu esse caminho e obteve licença para o Ozivy.