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Brasil avalia retaliação contra EUA em diferentes áreas; veja quais

Governo brasileiro analisa retaliações comerciais e medidas na OMC após tarifas dos EUA. Presidente Lula deve decidir quais ações adotar.

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  • Governo brasileiro analisa retaliações comerciais após aumento das tarifas norte-americanas.
  • Ministros e técnicos reúnem-se no Palácio do Planalto para discutir resposta ao governo dos EUA.
  • Brasil pode retomar medidas da Lei da Reciprocidade Econômica, como bloqueio de pagamentos.
  • Setor audiovisual e farmacêutico são prioridades para medidas de resposta às tarifas dos EUA.
  • Medidas anteriores foram consideradas viáveis por não impactar cadeias produtivas ou inflação.
Presidente Lula | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Horas após o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal começou a analisar uma resposta às medidas, que deve incluir retaliações comerciais e a retomada de uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC).

As informações foram divulgadas pela agência de notícias Reuters. Entre as possibilidades em discussão estão medidas envolvendo o setor audiovisual e patentes farmacêuticas.

Ministros e técnicos do governo se reúnem no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (16) para avaliar as medidas anunciadas pelo governo americano e discutir a resposta brasileira. As alternativas serão apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que decidirá quais medidas adotar, acrescentaram as fontes.

"Os próximos passos vão depender das orientações do presidente, mas dificilmente deixaremos de dar uma resposta dura", disse uma das fontes.

Segundo outra fonte informou à agência, o Brasil deve retomar medidas analisadas no ano passado no âmbito da Lei da Reciprocidade Econômica, como o bloqueio de pagamentos ou a adoção de restrições sobre remessas de dividendos e royalties do setor audiovisual. Essa é uma das áreas que mais contribuem para o déficit brasileiro na balança de serviços com os Estados Unidos.

Outra possibilidade em estudo envolve o setor farmacêutico, com a eventual quebra de patentes de medicamentos, e o setor agrícola, por meio de medida semelhante aplicada a sementes.

Durante a primeira rodada de tarifas adotadas pelos EUA contra o Brasil, no ano passado, essas medidas foram consideradas as mais viáveis pelo governo por não afetarem as cadeias produtivas brasileiras nem pressionarem a inflação. Segundo essa avaliação, a taxação de produtos específicos poderia gerar impactos econômicos internos maiores.

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