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BNDES abre crédito de R$ 22,6 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço e guerra no Oriente

Nova fase do Plano Brasil Soberano atende exportadoras e setores considerados estratégicos

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  • Empresas afetadas por tarifas dos EUA e conflitos no Oriente Médio podem solicitar financiamento do Plano Brasil Soberano.
  • O programa disponibiliza R$ 22,6 bilhões em recursos, com R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES.
  • As linhas de crédito contemplam setores estratégicos como fertilizantes, minerais críticos e indústria química e farmacêutica.
  • Empresas devem atender critérios específicos, como percentual mínimo de faturamento com países envolvidos nos impactos.
  • Financiamentos podem ser usados para capital de giro, aquisição de máquinas e investimentos, com taxas de juros de 4,3% a 17,5%.
Empresas afetadas por tarifaço ou guerra já podem pedir empréstimo | Foto: Reprodução
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Empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelos impactos de conflitos no Oriente Médio já podem solicitar financiamento do Plano Brasil Soberano. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (17) o protocolo para pedidos de crédito da nova fase do programa, que reúne R$ 22,6 bilhões.

Do total, R$ 13,5 bilhões são recursos do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões vêm do próprio BNDES. O programa também contempla empresas de setores considerados estratégicos, como fertilizantes, minerais críticos, indústria química, farmacêutica, automotiva e de máquinas e equipamentos.

Empresas já podem solicitar o financiamento

Esta é uma nova etapa do Plano Brasil Soberano, criado para apoiar empresas afetadas por fatores relacionados ao comércio internacional e pela instabilidade geopolítica. Em 2026, o programa teve o público elegível ampliado para incluir empresas impactadas por tarifas comerciais e outros efeitos da conjuntura internacional.

A nova fase foi regulamentada por portaria interministerial e estabelece três grupos de empresas que podem ter acesso às linhas de crédito.

Quem pode ter acesso ao crédito

O primeiro grupo reúne exportadoras de bens e seus fornecedores afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos.

O segundo inclui empresas de setores industriais relevantes para o comércio exterior ou considerados estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono. Entre os segmentos contemplados estão os setores têxtil, químico, farmacêutico e automotivo, além de empresas de minerais críticos e de máquinas e equipamentos.

O terceiro grupo reúne exportadoras de bens e seus fornecedores que comercializam com países do Golfo Pérsico, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) | Foto: Reprodução

Quais são as condições

Para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos ou pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio, é necessário atender a critérios específicos de elegibilidade, entre eles o percentual mínimo de faturamento relacionado ao comércio com os países envolvidos.

Os financiamentos podem ser utilizados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e projetos de investimento. As taxas de juros variam de 4,3% a 17,5% ao ano, conforme fatores como o porte da empresa e a finalidade do crédito.

Recursos somam R$ 22,6 bilhões

A terceira fase disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito. O valor é formado por recursos do Tesouro Nacional e do próprio BNDES.

Os pedidos podem ser encaminhados conforme a modalidade de financiamento. O BNDES informa que o envio da solicitação não garante a contratação, que depende da análise da operação e do cumprimento dos critérios estabelecidos pelo programa.

Como verificar se a empresa é elegível

As empresas interessadas podem consultar os critérios de elegibilidade e as condições de financiamento no portal do BNDES antes de protocolar o pedido.

O banco também disponibiliza informações sobre as modalidades de crédito, documentação necessária e prazos para apresentação das solicitações.

Com informações da Agência Brasil

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