Cartão faz calote do consumidor crescer

Inadimplência teve 2ª alta seguida; no semestre, calote registra maior queda em dez anos

Cartão | Arquivo
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O calote do consumidor cresceu em junho, com o aumento das dívidas no cartão de crédito e nos empréstimos com financeiras. Uma pesquisa da consultoria Serasa Experian, divulgada nesta segunda-feira (12), mostra que a inadimplência aumentou 5,2% de junho do ano passado para cá, no segundo aumento seguido desse indicador. Levando em conta todo o semestre, a inadimplência do consumidor ainda mostra queda.

De janeiro a junho, o indicador recuou 2,3% frente a 2009 - o maior desde o início do indicador, em 2000. Entre maio e o mês passado, os calotes cresceram (1,1%). Segundo os economistas da Serasa, a alta da inadimplência é resultado do endividamento do consumidor em datas comemorativas, como o Dia das Mães, o Dia dos Namorados e a Copa do Mundo. - Vale lembrar que o consumidor já carregava, anteriormente, compromissos pela antecipação do consumo para aproveitar o IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] reduzido (automóveis, eletrodomésticos da linha branca e móveis), e, por isso, agora encontra dificuldades para honrar suas dívidas.

Os maiores calotes, no mês passado, ocorreram com cartões de crédito e financeiras (aumento de 7%), com as dívidas com os bancos (crescimento de 0,6%). Os protestos e os cheques sem fundos recuaram 4,5% e 8,9%, respectivamentem. O valor médio das dívidas com os bancos teve queda de 0,4% nesta primeira metade do ano, indo de R$ 1.340,22 para R$ 1.335,17. As outras três modalidades de inadimplência - cheques sem fundos, títulos protestados e cartões de crédito e financeiras - apresentaram alta de 41,9%, 6,4% e 1,8%, respectivamente. No cartão, a dívida média passou de R$ 378,61 para R$ 385,50, enquanto os cheques foram de R$ 865,08 a R$ 1.227,82.

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