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Acordo Mercosul-UE abre caminho para baratear vinhos, queijos, azeites e chocolates

O entendimento foi aprovado nesta sexta-feira (9/1) pelo Conselho Europeu, em Bruxelas, na Bélgica, após manifestação favorável da maioria dos países do bloco.

Acordo Mercosul-UE | Foto: Reprodução
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A ratificação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia avança e abre caminho para a redução dos preços de diversos produtos importados no Brasil, como queijos, vinhos, azeites e chocolates.

O entendimento foi aprovado na sexta-feira (9) pelo Conselho Europeu, em Bruxelas, após manifestação favorável da maioria dos países do bloco. A decisão ocorreu durante reunião do Comitê de Representantes Permanentes (Coreper).


PRODUTOS QUE DEVEM FICAR MAIS BARATOS

Com a entrada em vigor do acordo, as tarifas de importação serão reduzidas gradualmente até zerarem em vários itens. Entre os principais produtos beneficiados estão:

  • Azeite: tarifa atual de 10%, com redução até 0%

  • Vinho: tarifa atual de 35%, com redução até 0%

  • Outras bebidas (exceto vinho): tarifas de até 35%, com redução até 0%

  • Chocolate: tarifa atual de 20%, com redução até 0%

  • Queijos: tarifa atual de 28%, zerada até uma cota de 30 mil toneladas

  • Leite em pó: tarifa atual de 28%, zerada até uma cota de 10 mil toneladas

  • Fórmulas infantis: tarifa atual de 18%, zerada até uma cota de 5 mil toneladas

REDUÇÃO SERÁ GRADUAL

Apesar do impacto positivo, a queda nos preços não será imediata. A expectativa é de que o consumidor perceba o alívio ao longo dos próximos anos, conforme as etapas do acordo forem implementadas.

Juntas, as economias do Mercosul e da União Europeia somam cerca de US$ 22,3 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB), formando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

Para os países do Mercosul — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai —, o acordo amplia o acesso ao mercado europeu, principalmente para produtos agrícolas, fortalecendo as exportações do setor.

INTERESSES DA UNIÃO EUROPEIA

Já para a União Europeia, a abertura gradual do mercado sul-americano tende a:

  • Impulsionar a indústria manufatureira

  • Diversificar relações comerciais

  • Reduzir riscos em um cenário global marcado por instabilidade econômica

RESISTÊNCIA EUROPEIA

Apesar do avanço, o acordo ainda enfrenta resistências internas em alguns países europeus, especialmente ligadas a questões ambientais, agrícolas e de concorrência, que devem continuar no centro do debate durante o processo de implementação.

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