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1 em cada 5 apostadores veem bets como investimento no Brasil, aponta pesquisa

Levantamento mostra maior gasto entre quem trata apostas como aplicação financeira

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  • 20% dos brasileiros que aposta em plataformas acredita estar fazendo um investimento.
  • O perfil predominante é de homens jovens com média de 35 anos e renda familiar acima de R$ 5 mil mensais.
  • A percepção de aposta como investimento permaneceu estável, mas o número de brasileiros que apostam online cresceu para 17%.
  • Entre os principais motivos para apostar, 39% buscam dinheiro rápido e 37% tentam ganhar grandes quantias.
Site de apostas | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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Um em cada cinco brasileiros que aposta em plataformas de bets, cerca de 20% dos entrevistados, acredita que está fazendo um investimento. O dado faz parte do Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa anual da Anbima em parceria com o Datafolha, divulgada no dia 23 de abril deste ano.

O perfil predominante desse grupo é formado por homens jovens, com média de 35 anos, e renda familiar acima de R$ 5 mil mensais.

Crescimento das apostas online

O levantamento, realizado entre novembro e dezembro do ano passado, mostra que a percepção de aposta como investimento permaneceu estável em relação ao ano anterior. Já o número de brasileiros que apostam online voltou a crescer pelo segundo ano consecutivo, passando de 15% para 17%. Em 2023, o índice era de 14%.

O gasto médio geral com apostas é de R$ 195,15 por mês. Entre os principais motivos para apostar, 39% dizem buscar dinheiro rápido em momentos de necessidade, enquanto 37% afirmam tentar ganhar grandes quantias.

Entre aqueles que enxergam as apostas como investimento, o gasto mensal é maior: R$ 284,81 em média.

Apostas online são realidade cada vez maior no Brasil | Foto: Divulgação

Perfil financeiro e comportamento

O estudo também aponta que 38% dos que tratam bets como investimento já possuem algum tipo de aplicação financeira, como ações ou criptomoedas. Por outro lado, 21% não têm reserva financeira e 52% dizem ter economia suficiente para apenas seis meses.

A maioria (63%) afirma não ter conseguido poupar em 2025.

Segundo Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima, parte desse público usa a lógica do mercado financeiro para tentar prever resultados nas apostas.

Tem uma parcela de homens jovens que aplicam em apostas esportivas e usam todo um arsenal de programas, plataformas e probabilidades que usaria para investir no mercado para tentar ganhar dinheiro com Bets.

Eles olham para o investimento, seja qual for, como um jogo e naturalmente colocam a bet nesse universo. Estatisticamente essa visão só leva a perda de patrimônio, mas não é um perfil majoritário.

Risco de vício em alta

O levantamento também atualizou o índice de risco de vício em apostas. A parcela de jogadores considerados problemáticos subiu de 10% para 11%, enquanto o grupo com risco moderado passou de 26% para 28%.

Já os apostadores sem problemas caíram de 35% para 32%. Aqueles com risco baixo subiram levemente, de 28% para 29%. 

Entre os apostadores problemáticos, 82% pertencem à Geração Z ou aos Millennials. A maioria está na classe C (56%) e é formada por homens (73%).

Esse grupo também apresenta os piores indicadores financeiros: apenas 23% conseguiram poupar em 2025, 25% não têm reserva de emergência e apenas 23% possuem economias para mais de seis meses. Além disso, é o grupo com menor participação em investimentos (31%).

Quanto se aposta

No recorte geral, 37% dos apostadores gastam R$ 100 ou mais por mês, uma queda em relação aos 39% da pesquisa anterior. Já aqueles que apostam até R$ 30 mensais cresceram de 33% para 36%.

Os homens seguem como maioria entre os usuários de bets, representando 66% do total.

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