- Preço do arroz subiu 22% entre julho e agosto de 2026, atingindo R$ 73,60 por saca.
- Redução dos excedentes e preocupações com El Niño impulsionaram o mercado de arroz.
- Exportações brasileiras cresceram 25% em 2026, ajudando a reduzir o excedente.
- Preço ainda está abaixo do custo médio de produção, estimado em R$ 90,20/saca.
- Expectativa de menor produção e menor disponibilidade regional influenciou as negociações.
O mercado de arroz ganhou sustentação entre julho e agosto de 2026, impulsionado pela redução dos excedentes disponíveis, maior necessidade de compra da indústria, exportações firmes e preocupações com os efeitos do El Niño. No Rio Grande do Sul, a recuperação dos preços chegou a dois dígitos em poucas semanas, segundo dados da Consultoria Agro do Itaú BBA.
Saca de arroz passa de R$ 60 para R$ 72
A cotação do arroz em casca passou de R$ 60,33 por saca de 50 quilos, em 1º de julho, para R$ 73,60, em 13 de agosto. De acordo com a consultoria, a valorização de aproximadamente 22% foi influenciada pelo aperto gradual da oferta, pela retenção do produto por agricultores e pela necessidade de recomposição dos estoques da indústria beneficiadora.
Apesar da recuperação, a cotação ainda está abaixo do custo médio de produção, estimado em R$90,20/saca (IGRA).
As perspectivas para a safra 2026/27 também passaram a influenciar as negociações. Segundo o relatório, a expectativa é de nova redução da produção brasileira e de menor disponibilidade regional no Mercosul. O cenário levou compradores a adotarem uma postura mais ativa e contribuiu para a recuperação dos preços.
Exportações ajudam a reduzir excedente
O mercado externo também contribuiu para absorver parte do excedente de arroz brasileiro. Segundo dados da Consultoria Agro do Itaú BBA, as exportações brasileiras acumuladas desde janeiro chegaram a 1,2 milhão de toneladas, volume 25% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A valorização do dólar também favoreceu a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional.