“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.” (Mateus, 5:10)
A perseguição que sofreu o povo de Deus logo após a ressurreição de Jesus motivou a propagação do evangelho para os gentios. Inicialmente, os discípulos pregavam apenas para os judeus e Jerusalém era o centro do cristianismo nascente.
Quando ocorreu a morte de Estevão como consequência de sua adesão e pregação do evangelho a partir das escrituras, crente nas palavras de Jesus, adveio uma grande perseguição aos cristãos que tiveram de se dispersar pelas terras da Judéia e de Samaria.
Uma das cidades para onde foram os dispersos foi Antioquia da Síria. Lá, o poder de Deus fez converter o coração de muitos a partir da fé na palavra. E os que anunciavam o evangelho, eram pessoas simples, somente depois a notícia desses prodígios chegou ao conhecimento dos apóstolos.
“A notícia a respeito deles chegou aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia.Tendo ele chegado e, vendo a graça de Deus, alegrou-se e exortava a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.” (Atos, 11:22,23).
Antioquia da Síria – havia outras quinze cidades com o mesmo nome no Império Romano – era a terceira maior cidade do mundo com cerca de 500 mil habitantes. Portanto, o trabalho missionário era imenso, não podia ser desempenhado por poucos.
Barnabé, homem de bem e cheio do Espírito Santo, partiu para Tarso a procura do apóstolo Paulo, que há três anos havia se convertido. Paulo tinha sido um grande perseguidor da igreja, mas por obra e graça de Jesus, se transformou em um grande prosélito da palavra.
Depois, Paulo foi também perseguido até ser decapitado em Roma. Ele mesmo conta que após a sua conversão passou três anos na Arábia e Damasco.
“Nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco. Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; (Gálatas 1:17,18)
Paulo estava presente na morte de Estevão, com tudo concordando. A perseguição desencadeada promoveu a dispersão dos cristãos pelo mundo, propiciando a disseminação da palavra de Deus e a conversão de muitos.
Por isso, os perseguidos são bem-aventurados e a eles pertente o Reino dos Céus, porque por meio deles o evangelho chegou até nós, ao oportunizar a salvação e a vida eterna.