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Secretária agredida por ex-namorado no Piauí relata pânico constante: 'O sentimento que eu tenho é medo'

Secretária municipal de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, descreveu medo constante após agressões e ameaças de morte pelo ex-namorado

Secretária de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, relatou agressões do ex-namorado | Reprodução/ TV Meio Norte

Em entrevista ao programa Noticias do Dia da TV Meio Norte, com a jornalista Cinthia Lages, a secretária municipal de Saúde de Francisco Ayres, Meiry Nunes, falou sobre o medo e o trauma que vive desde ter sido agredida pelo ex-namorado, Bruno Lima, no último sábado (3).

Segundo Meiry, o episódio deixou marcas profundas em sua rotina: ela sente medo constante, evita ficar sozinha em casa e não consegue realizar atividades simples, como tomar banho, sem companhia. O atual companheiro da secretária também foi agredido durante a ação.

“O sentimento que eu tenho hoje é de medo. Não consigo dormir na minha casa, não consigo entrar lá sozinha nem para tomar um banho; sempre vai alguém comigo. Qualquer moto ou carro que passa, eu fico assustada. O sentimento que eu tenho é de medo. O sentimento que eu tenho é de que a justiça não é válida no nosso país”, contou.

Agressões, ameaças e medo constante

Segundo Meiry Nunes, o ex-namorado não aceitava o fim do relacionamento e insistia para que ela reatasse, criando, segundo a vítima, uma “fantasia” de que a relação ainda existia. Ela relatou que Bruno não aceitava a recusa e reagia com deboche às mensagens em que ela tentava encerrar definitivamente o contato.

Durante a entrevista, a secretária afirmou que precisou recorrer à mídia para que o caso tivesse visibilidade, o que, na avaliação dela, não deveria ser necessário para que a Justiça atuasse.

“O sentimento que eu tenho é de que parece que a justiça não vale. Precisa buscar ajuda da mídia, o que não deveria ser assim. Todos deveriam ter justiça quando procuram. Eu precisei recorrer à mídia, teve repercussão, e eu queria que todos os casos tivessem a mesma repercussão que o meu. Acredito que todos os homens que fazem isso deveriam ser estampados.”

Ela destacou ainda que o agressor acreditava que poderia resolver a situação por meio de influência financeira e afirmou que chegou a informá-lo de que estava tomando providências legais.

Meiry relatou que, no momento das agressões, o ex-namorado apresentava sinais claros de alteração, possivelmente sob efeito de álcool e drogas. Segundo a vítima, ao questionar o motivo da violência, ele afirmou que a agredia para que ela “aprendesse a não desafiá-lo”, exigindo respeito e submissão.

De acordo com o relato, as agressões só cessaram quando o suspeito demonstrou cansaço físico. Em seguida, ele teria fugido pela janela da residência, gritando que voltaria para matá-la. Mesmo após ser levado ao hospital, segundo Meiry, as ameaças continuaram.

“Ele só parou de bater em mim porque ficou fraco e saiu pela janela gritando que voltaria para me matar. No hospital, ele continuava dizendo que iria me matar. Ele continua hospitalizado e, o tempo inteiro, dizia que iria voltar para me matar.”

A secretária afirmou que seguirá buscando justiça e proteção, e reforçou a importância de que casos de violência contra a mulher sejam levados a sério pelas autoridades, independentemente de repercussão pública.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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