- Voluntário denuncia abuso sexual contra criança de 7 anos em abrigo de vítimas da tragédia na Venezuela.
- Cerca de 870 crianças vivem em abrigos com vulnerabilidade extrema após perderem familiares no desastre.
- UNICEF e outros organismos internacionais alertam sobre aumento da vulnerabilidade infantil no país.
- Resgates enfrentam dificuldades por falta de logística, equipamentos e isolamento de áreas atingidas.
- Voluntários alertam sobre risco de decomposição de corpos e ausência de proteção para equipes de resgate.
Durante entrevista ao programa Notícias do Dia, da TV Meio Norte, nesta segunda-feira (29), o voluntário de resgates Juan de Gouveia denunciou que uma criança de 7 anos foi vítima de abuso sexual em um dos abrigos montados para acolher vítimas da tragédia na Venezuela. O suspeito do crime, conforme relatou o socorrista, já foi preso pelas autoridades. Em conversa com a jornalista Cinthia Lages, Gouveia afirmou que cerca de 870 crianças vivem nessas unidades em situação de extrema vulnerabilidade, muitas delas desacompanhadas após perderem familiares durante o desastre. O voluntário ressaltou que organismos internacionais, como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), já manifestaram preocupação com o aumento da vulnerabilidade infantil no país. Além da denúncia de abuso, Juan de Gouveia descreveu um cenário de extrema precariedade nos abrigos e nas áreas atingidas. Segundo ele, as equipes de resgate enfrentam dificuldades para atender todas as vítimas devido à falta de apoio logístico e de equipamentos básicos. O voluntário afirmou que diversos locais ainda permanecem isolados por causa dos tremores e dos deslizamentos provocados pela tragédia. Ele acredita que muitas pessoas continuem soterradas sob os escombros, enquanto os trabalhos de busca são realizados, em grande parte, por voluntários e pela própria população. Outro ponto destacado foi a ausência de equipamentos de proteção para quem atua diretamente na retirada dos corpos. Segundo Gouveia, os cadáveres permanecem expostos ao sol e entram rapidamente em decomposição, enquanto os socorristas sequer dispõem de máscaras adequadas para realizar o trabalho. Durante a entrevista, o voluntário também orientou que doações em dinheiro sejam feitas apenas por meio de equipes e organizações que atuam diretamente na logística dos resgates, evitando possíveis fraudes e desvios. Ele ainda relatou que a população permanece vigilante diante de casos de abusos e tentativas de suborno registrados após a tragédia.colapso humanitário