- O XVIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP) reuniu mais de 400 congressistas em maio no Rio de Janeiro/RJ.
- O evento discutiu temas como inovação, tecnologia e avaliação na educação superior, com foco na expansão com qualidade e inclusão.
- A Carta da Cidade Maravilhosa encerrou o congresso, reafirmando o compromisso das instituições privadas com a educação superior de qualidade e responsabilidade social.
- O CBESP é considerado um espaço essencial para a educação superior brasileira, tendo acompanhado as transformações do setor ao longo de quase duas décadas.
Mais do que um evento, o XVIII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular (CBESP) consolidou-se como um espaço de articulação estratégica, reflexão institucional e construção coletiva de caminhos para a educação superior brasileira. Realizado entre os dias 21 e 23 de maio, no Rio de Janeiro/RJ, o evento reuniu mais de 400 congressistas de todo o país, entre mantenedores, reitores, gestores, pesquisadores e especialistas, reafirmando sua condição de principal encontro da educação superior privada no Brasil.
Ao longo de três dias intensos de debates, o CBESP demonstrou, mais uma vez, a capacidade do setor privado de se mobilizar em torno de uma agenda propositiva, conectada às transformações sociais, tecnológicas, econômicas, culturais e regulatórias que impactam o ensino superior. Com o tema “Instituições de Educação Superior Privadas: Uso de estratégias de escalabilidade na expansão com qualidade”, o congresso trouxe ao centro da discussão um dos maiores desafios da educação brasileira: crescer com sustentabilidade, inovação e compromisso com a qualidade acadêmica.
Em um cenário marcado por profundas mudanças no perfil dos estudantes, pela consolidação da transformação digital, pelo avanço da inteligência artificial e pelo aumento da complexidade regulatória, o XVIII CBESP conseguiu transformar inquietações em oportunidades de reflexão. Os painéis abordaram temas estratégicos, como retenção e captação de estudantes, marketing digital, uso da IA no processo de ensino-aprendizagem, governança, compliance, financiamento estudantil, avaliação da educação superior e os impactos das novas políticas públicas para o setor.
Somado a isso, o congresso também se destacou pela qualidade dos debates e pela pluralidade das vozes reunidas. Ao promover o encontro entre representantes do setor educacional e especialistas em diversas temáticas relacionadas ao universo educacional, o CBESP reafirmou que a construção de soluções exige diálogo permanente, visão sistêmica e capacidade de articulação institucional. Nessa linha, o evento também evidenciou que o setor privado não deseja apenas acompanhar as transformações em andamento, mas protagonizar a construção de uma nova agenda para a educação superior brasileira.
Outro aspecto marcante desta edição foi a ampliação do formato do congresso, estruturado em diferentes ambientes de discussão, permitindo maior profundidade técnica e diversidade temática. A proposta contribuiu para aproximar ainda mais o conteúdo das necessidades reais enfrentadas pelas instituições de educação superior, favorecendo debates simultâneos sobre questões regulatórias, acadêmicas, administrativas e tecnológicas.
Em um momento de grande emoção, o Congresso prestou homenagem a Antônio Carbonari Netto, educador e grande entusiasta do poder transformador da educação. Esta foi a primeira edição sem sua presença marcante, mas sua trajetória, seu legado e sua dedicação à educação superior brasileira permaneceram vivos na memória e no reconhecimento dos congressistas, que celebraram sua contribuição histórica para o fortalecimento do setor e para a democratização do acesso ao ensino superior no país.
O XVIII CBESP também evidenciou o amadurecimento do debate sobre inovação e tecnologia no ensino superior. A inteligência artificial apareceu não mais como tendência, mas como elemento estruturante da nova dinâmica educacional, impactando processos acadêmicos, modelos de gestão, formas de avaliação e estratégias institucionais. Ao colocar tecnologia e gestão no centro das discussões, o congresso reforçou que a inovação deixou de ser diferencial e passou a ser condição indispensável para a sustentabilidade das instituições.
Da mesma forma, os debates sobre avaliação e regulação demonstraram a preocupação crescente do setor com a necessidade de aperfeiçoamento dos instrumentos e processos conduzidos pelo poder público. Questões relacionadas ao Enade, ao Enamed e às novas sistemáticas de avaliação estiveram entre os temas mais discutidos, revelando a busca por modelos mais coerentes com a diversidade institucional e mais alinhados aos objetivos formativos previstos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).
No fim, a Carta da Cidade Maravilhosa encerrou o congresso enfatizando os principais consensos construídos ao longo do encontro. O documento reafirma o compromisso das instituições privadas com a expansão da educação superior com qualidade, inclusão, responsabilidade social e inovação, além de defender a necessidade de um ambiente regulatório mais estável, transparente e de constante diálogo para o fortalecimento do setor.
Mais do que celebrar a maioridade do congresso, os 18 anos do CBESP representam a consolidação de um espaço essencial para a educação superior brasileira. Ao longo de quase duas décadas, o evento acompanhou as transformações do setor, debateu os principais desafios nacionais e contribuiu para fortalecer o papel estratégico das instituições privadas no desenvolvimento econômico, social e educacional do país. E nada disso teria sido possível sem o trabalho comprometido e visionário daqueles que contribuíram para a consolidação do Congresso.
O sucesso desta edição deixa uma mensagem clara: a educação superior privada segue mobilizada, resiliente e comprometida com a construção de soluções para os grandes desafios nacionais. O futuro da educação exige coragem para inovar, disposição para dialogar e capacidade de construir coletivamente caminhos sustentáveis para a expansão com qualidade. Mais do que um encontro de lideranças, o congresso foi a reafirmação de que a educação continua sendo uma das ferramentas mais poderosas para transformar realidades e construir um Brasil mais desenvolvido, inclusivo e preparado para o futuro.
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