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Madrid abre setembro celebrando a moda espanhola

OMODA Madrid es Moda transforma a cidade em passarela

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  • Madri celebrou setembro como mês de moda com eventos que valorizam a autoria e a produção local.
  • O MODA Madrid es Moda reuniu mais de 60 designers em desfiles, exposições e performances pela cidade.
  • A abertura ocorreu nos Jardins de Sabatini, integrando moda e arquitetura em um cenário urbano.
  • A programação incluiu formatos experimentais, como instalações artísticas e apresentações em espaços históricos.
  • A iniciativa destacou a importância do trabalho artesanal e da identidade espanhola na indústria da moda.
Foto: Divulgação |
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Em um mês marcado pelas grandes semanas de moda internacionais, a capital espanhola abriu seu calendário fashion celebrando a criação nacional, a moda autoral e os ofícios que existem por trás de cada coleção.

Setembro tem um ritmo particular no universo da moda.

É quando algumas das principais capitais internacionais voltam seus olhares para as passarelas e antecipam tendências, silhuetas, materiais e novas leituras para a próxima temporada. De Nova York a Londres, Milão e Paris, o calendário internacional se movimenta e Madri também ocupa seu espaço nesse circuito criativo.

Em 2026, a capital espanhola concentrou boa parte de sua programação entre os dias 7 e 19 de setembro, reunindo mais de 60 designers em dezenas de desfiles, apresentações, performances, exposições e encontros espalhados pela cidade.

Duas grandes plataformas marcaram esse calendário: OMODA Madrid es Moda, dedicada especialmente à valorização da moda autoral espanhola e realizada de 7 a 10 de setembro, e a Mercedes-Benz Fashion Week Madrid, que assumiu a segunda parte da programação, entre os dias 14 e 19.

Duas propostas distintas, mas complementares, que fizeram de Madri uma cidade tomada pela moda durante setembro.

OMODA Madrid es Moda: a criação espanhola ocupa a cidade

A primeira parte dessa temporada começou com o OMODA Madrid es Moda, iniciativa organizada pela Associação de Criadores de Moda da Espanha (ACME), dentro do programa Madrid Capital de Moda.

Criado em 2015, o projeto nasceu com uma ideia clara: aproximar a moda autoral da cidade e conectar os criadores diretamente com as pessoas.

Mais do que concentrar a moda dentro de uma passarela convencional, Madrid es Moda leva o design a diferentes espaços urbanos e culturais, criando uma relação entre moda, arquitetura, patrimônio e cotidiano.

Em 2026, a edição adotou o conceito “Volver a la raíz”, voltar à raiz.

Uma escolha que colocou no centro não apenas os designers, mas também todos aqueles que tornam uma coleção possível: costureiras, modelistas, joalheiros, técnicos, estilistas, modelos e profissionais que transformam uma ideia em uma peça e uma peça em experiência.

É uma visão particularmente interessante em um momento no qual a moda volta a discutir o valor da autoria, do trabalho artesanal, da produção local e da identidade.

Os Jardins de Sabatini como primeira passarela

E Madri ofereceu um cenário à altura.

A abertura aconteceu no dia 7 de setembro, nos Jardins de Sabatini, diante da fachada norte do Palácio Real.

Mais de 40 modelos apresentaram propostas de cerca de 20 designers e marcas em uma passarela integrada aos jardins, entre árvores, flores, esculturas históricas e o pôr do sol madrilenho. Entre os nomes presentes estavam referências da moda espanhola como Devota & Lomba, Roberto Verino, Juana Martín, Maison Mesa, Roberto Torretta e Dolores Promesas x Duyos.

A imagem sintetizou bem a proposta desta edição: em vez de separar a moda da cidade, transformar a própria cidade em cenário da moda.

Ao longo dos dias seguintes, o programa continuou com desfiles, apresentações, performances, instalações e encontros em diferentes pontos de Madri, envolvendo nomes consolidados e novas propostas do design espanhol.

A programação reuniu marcas e criadores como Angel Schlesser, Carlota Barrera, Dolores Cortés, Dominnico, Félix Ramiro, García Madrid, María Lafuente, Miguel Marinero, Oteyza, Pilar Dalbat, The 2nd Skin Co. e muitos outros.

Muito além do desfile

Talvez seja justamente aí que esteja uma das características mais interessantes do Madrid es Moda.

A moda não aparece apenas na forma tradicional de modelos caminhando por uma passarela.

Uma coleção pode ser apresentada em uma instalação artística, em uma performance, dentro de um hotel, em uma boutique ou mesmo na rua. Nesta edição, o calendário incluiu desde apresentações estáticas e trunk shows até exposições e formatos experimentais.

Essa diversidade aproxima o público do processo criativo e permite compreender a moda para além da roupa pronta.

Porque antes da fotografia, do desfile e da tendência existe criação. Existe desenho. Existe tecido. Existem mãos. Existem horas de trabalho.

E foi justamente esse retorno à essência que o OMODA Madrid es Moda procurou colocar em evidência em 2026.

Madri, uma cidade que escolheu viver a moda

Em setembro, Madri mostrou mais uma vez que sua relação com a moda não precisa ficar restrita a um recinto de desfiles.

Palácios, jardins, hotéis, museus, ruas e espaços históricos passaram a fazer parte dessa narrativa, aproximando o design espanhol tanto dos profissionais da indústria quanto do público.

O OMODA Madrid es Moda abriu esse percurso olhando primeiro para dentro: para a identidade espanhola, seus criadores, seus ofícios e sua capacidade de transformar tradição em linguagem contemporânea.

Depois dele, a cidade entraria em uma segunda etapa, de projeção ainda mais internacional, com a Mercedes-Benz Fashion Week Madrid e as coleções Spring/Summer 2027.

Mas essa é uma outra história.

Porque, antes de olhar para o mundo, Madri começou setembro celebrando quem faz a moda espanhola acontecer.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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