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Varizes também afetam homens e podem ser mais graves quando ignoradas

Doença venosa atinge milhões de brasileiros do sexo masculino, mas ainda é subestimada e frequentemente diagnosticada tardiamente, aumentando o risco de complicações.

Imagem ilustrativa | Divulgação

Muita gente ainda associa as varizes a um problema exclusivamente feminino. Mas essa percepção está longe da realidade. No Brasil, cerca de 30% dos homens convivem com a doença, segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular.

As varizes são veias dilatadas e tortuosas que surgem principalmente nas pernas, resultado de falhas no sistema de circulação sanguínea. Embora mais comuns entre mulheres, elas atingem uma parcela significativa da população masculina — muitas vezes de forma silenciosa e negligenciada.

Estudos indicam que aproximadamente 37% dos homens acima dos 30 anos apresentam algum grau de doença venosa crônica no país. No total, o problema pode atingir até metade da população brasileira, considerando diferentes níveis de gravidade.

De acordo com o angiologista e cirurgião vascular Higo Abreu, apesar dos números expressivos, os homens tendem a procurar atendimento médico mais tardiamente. “Infelizmente eles já chegam com a doença muito avançada, já com escurecimento da pele, varizes grossas e com sequelas já adiantadas”, afirma o médico.

Higo Abreu, angiologista

Os sinais mais comuns incluem dor, sensação de peso nas pernas, inchaço e cansaço, especialmente ao final do dia. Quando não tratadas, as varizes podem evoluir para quadros mais graves, como alterações na pele, inflamações e até úlceras venosas. “Não precisa o homem esperar piorar para pedir ajuda. Quanto mais cedo você trata, mais simples e confortável é o processo”, enfatiza Higo.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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