O casal de turistas Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, agredido após uma confusão com comerciantes na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, passou a virada do ano em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. A mudança de destino ocorreu após o episódio de violência registrado no dia 27 de dezembro, que ganhou repercussão nacional.
Inicialmente, Johnny e Cleiton planejavam celebrar o réveillon no litoral nordestino, mas acabaram sendo convidados pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol) e pela Associação de Bares e Restaurantes de Balneário Camboriú (Abres) para passar o fim de ano na cidade catarinense.
Johnny foi o mais ferido durante a confusão. O casal, natural de Mato Grosso, permanecerá em Balneário Camboriú até o dia 6 de janeiro e deve visitar os principais pontos turísticos da cidade, que reuniu cerca de 1 milhão de pessoas na festa de réveillon, marcada por um show de fogos de aproximadamente 15 minutos na orla da Praia Central.
Os dois já haviam visitado Balneário Camboriú em anos anteriores e relatam boas experiências no destino, o que tornou o convite ainda mais significativo.
“A gente sempre foi muito feliz aqui em Balneário”, afirmou Johnny.
Entenda o caso
As agressões ocorreram após uma discussão envolvendo o valor cobrado pelo uso de cadeiras de praia em Porto de Galinhas. Segundo o relato do casal, o preço inicialmente informado era de R$ 50. O comerciante teria dito ainda que, caso houvesse consumo de petiscos no local, não seria necessário pagar pelo uso das cadeiras e da barraca.
No entanto, ao solicitarem a conta, por volta das 16h, Johnny afirma que foi surpreendido com a cobrança de R$ 80 pelas cadeiras, sob a justificativa de que o consumo não teria sido suficiente. O casal relata que consumiu duas águas de coco durante o período em que esteve na barraca.
Ao questionarem o aumento do valor, os dois afirmam que passaram a ser agredidos por comerciantes. Johnny conta que sofreu diversos golpes e precisou passar por exames médicos.
“Fiz raio-X do rosto e do corpo todo porque estava muito dolorido, levei vários pontapés. A médica disse que, apesar dos ferimentos, não houve fraturas. Mas meu rosto ficou bastante machucado. Se a gente não tivesse conseguido escapar, eles teriam matado a gente. Eu vi a morte na nossa frente”, relatou.
O caso segue sob apuração e reacendeu o debate sobre abusos contra turistas e práticas irregulares em áreas de grande fluxo turístico no país.