- A Anvisa aprovou a vacina Fluprevli para imunização contra influenza A e B a partir dos 6 meses.
- Estudos mostraram eficácia de até 73% em adultos e 65% em crianças contra a influenza.
- Brasil registrou 505 mortes por Srag por influenza em 2026, contra 776 em 2025.
- 1.344 mortes por Srag em 2026 não tiveram agente causador identificado.
- Redução da vacinação contribuiu para aumento de casos e maior vulnerabilidade da população.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou nesta segunda-feira (13) o registro da Fluprevli, vacina influenza trivalente (fragmentada e inativada) indicada para a imunização ativa a partir dos 6 meses de idade contra cepas dos vírus influenza A e B presentes na formulação.
Segundo a Anvisa, estudos clínicos utilizados para embasar a aprovação demonstraram elevadas taxas de soroproteção (níveis considerados adequados de anticorpos no sangue) e de soroconversão, processo em que o organismo passa a produzir anticorpos detectáveis após a vacinação.
Os estudos também apontaram eficácia de até 73% na prevenção da influenza em adultos e de até 65% em crianças. A vacina é classificada como trivalente, ou seja, protege contra três cepas do vírus influenza incluídas em sua composição: duas do tipo A e uma do tipo B, conforme a formulação aprovada.
De janeiro a maio deste ano, o Brasil registrou 505 mortes por Srag (síndrome respiratória aguda grave) associadas ao vírus influenza A e B. No mesmo período de 2025, o país registrou 776 mortes por Srag associadas à influenza. Especialistas alertam, no entanto, que o número de óbitos relacionados ao vírus pode ser ainda maior.
Isso porque 1.344 mortes por Srag registradas neste ano não tiveram o agente causador identificado além da influenza, a síndrome respiratória aguda grave também pode ser provocada por vírus como covid-19, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).
Os números indicam também aumento no total de casos em relação ao ano passado. Em 2026, o Brasil já registrou até agora 7.749 casos de Srag por influenza, sendo 256 pelo vírus H1N1, 1.903 por H3N2, 4.892 por Influenza A não subtipada e 698 por Influenza B.
Em 2025, de janeiro a maio, ha viam sido registrados 6.250 casos. A redução progressiva da adesão à vacinação contra a Influenza nos últimos anos tem chamado a atenção de especialistas. A falta de vacinação favorece a circulação viral, além de deixar a população mais suscetível e, consequentemente, levar a um maior número de infectados.
(Com informações da FolhaPress)