- David João Gaspar Penha, conhecido como "Mucurão", morreu em confronto com a polícia na zona rural de São João Batista (MA).
- Ele é suspeito de participação no ataque que resultou na morte de uma mulher grávida e seu filho, de 4 anos, em ação policial.
- Outro suspeito, Joelson Braga Araújo, também morreu durante operação policial, enquanto Matheus Costa Pinheiro foi preso na mesma região.
- Investigação aponta que o crime pode estar ligado a uma disputa entre facções criminosas, com Josef Abreu Santos como principal alvo.
- Vítimas foram encontradas carbonizadas em casa incendiada, com testemunhas relatando a presença de cerca de 15 homens na ação.
David João Gaspar Penha, conhecido como "Mucurão", morreu durante um confronto com a polícia na zona rural de São João Batista (MA). Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), ele é o segundo suspeito de participação no ataque que matou uma mulher grávida e o filho dela, de 4 anos a morrer em ação policial.
De acordo com a polícia, David já havia sido preso anteriormente e possuía passagens por outros crimes. Ainda no domingo (12), Joelson Braga Araújo, outro investigado pelo caso, também morreu durante uma operação policial. Segundo a SSP-MA, ele utilizava tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
No mesmo dia, um terceiro suspeito, identificado como Matheus Costa Pinheiro, foi preso em São João Batista. A polícia informou que outros envolvidos já foram identificados e seguem sendo procurados. As buscas contam com equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Perícia Oficial, Centro Tático Aéreo (CTA), Canil e setores de inteligência.
Polícia investiga possível disputa entre facções
O caso é investigado como duplo homicídio. Segundo a SSP-MA, os elementos reunidos até o momento indicam que o crime pode estar relacionado a uma disputa entre facções criminosas. De acordo com a investigação, Josef Abreu Santos, companheiro de Samira Costa Correia e pai de Yan Kaleb Costa Santos, de 4 anos, seria o principal alvo do ataque. Ele foi ouvido pela polícia.
A secretaria não informou em que condição Josef prestou depoimento nem divulgou outros detalhes para preservar as investigações. Familiares afirmaram que ele foi visto na residência pouco antes do crime. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Augusto Barros, também é apurada a hipótese de que uma pessoa próxima às vítimas tivesse ligação com um grupo criminoso e fosse suspeita de mudar de facção ou trair a organização. A versão, no entanto, ainda não foi confirmada.
Vítimas foram encontradas carbonizadas
As vítimas foram encontradas carbonizadas dentro de uma casa incendiada na sexta-feira (10). Segundo a polícia, homens armados invadiram o imóvel, efetuaram diversos disparos e, em seguida, atearam fogo na residência. Testemunhas relataram que cerca de 15 homens participaram da ação. No local, a Polícia Militar recolheu aproximadamente 100 estojos de munição dos calibres 9 mm, .38, .40 e 12.
Perícia apura causa das mortes
Os exames periciais deverão esclarecer a dinâmica do ataque e determinar se Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos morreram em decorrência dos disparos ou do incêndio. Em razão das condições em que os corpos foram encontrados, o Instituto Médico Legal (IML) condicionou a liberação à realização de um exame de DNA com material genético de um familiar de primeiro grau.
Segundo a SSP-MA, o exame já foi realizado, mas ainda não há previsão para a liberação dos corpos. As investigações e as buscas pelos demais envolvidos continuam na região. A secretaria informou que novas informações não serão divulgadas neste momento para não comprometer o andamento da operação.
(Com informações do g1/MA)