- Polícia Civil do Maranhão prende 13 suspeitos de facção criminosa envolvida no assassinato de mãe e filho em São João Batista.
- Prisões ocorreram em São Luís após mandados da Vara Colegiada de Crimes Organizados, que investiga organização criminosa.
- Operação Renorcrim reúne Polícias Civis de estados e Distrito Federal em ações contra grupos criminosos.
- Investigação aponta que ataque pode ter sido motivado por vingança contra marido da vítima, que nega envolvimento com facção.
- Cinco suspeitos morreram em operações policiais durante investigações sobre o assassinato de Samira e Yan Kaleb.
A Polícia Civil do Maranhão prendeu, nesta sexta-feira (28), 13 suspeitos de integrar uma facção criminosa investigada pela morte de uma mulher grávida e do filho dela, de 4 anos, em São João Batista, na Baixada Maranhense. As vítimas foram identificadas como Samira Costa Correia e Yan Kaleb Costa Santos.
Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Vara Colegiada de Crimes Organizados e cumpridos em São Luís. Os investigados já estavam detidos em unidades prisionais da capital por conta das investigações relacionadas ao homicídio.
Com as novas decisões judiciais, os suspeitos também passam a responder por organização criminosa, conforme previsto na Lei nº 12.850/2013.
A operação foi coordenada pelo Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC). As autoridades ainda apuram a participação individual de cada investigado e o funcionamento da organização na região.
A ação integra a Operação Renorcrim (Rede Nacional de Operações de Combate ao Crime Organizado), que reúne as Polícias Civis dos estados e do Distrito Federal em ações conjuntas contra organizações criminosas.
RELEMBRE O CASO
Samira e o filho Yan Kaleb foram mortos no dia 10 de julho de 2026, na zona rural de São João Batista, município situado a aproximadamente 291 quilômetros de São Luís.
De acordo com as investigações, homens armados invadiram imóveis pertencentes à mesma família. Em uma das casas estavam Samira e a criança.
Os criminosos teriam efetuado disparos e, na sequência, colocado fogo no imóvel. Os corpos da mãe e do filho foram encontrados carbonizados.
A perícia ainda busca determinar se as vítimas morreram em consequência dos disparos ou se estavam vivas quando o incêndio foi provocado.
POLÍCIA INVESTIGA POSSÍVEL VINGANÇA
Uma das principais linhas de investigação aponta que o ataque teria sido motivado por vingança. Segundo a polícia, os criminosos estariam procurando Josef Abreu Santos, marido de Samira.
A suspeita é de que ele teria integrado anteriormente uma facção criminosa e, posteriormente, passado a fazer parte de outro grupo. Como Josef não estava na residência no momento do ataque, os familiares teriam sido atingidos pelos criminosos.
Ele nega ter pertencido à organização criminosa.
QUEM SÃO OS SUSPEITOS PRESOS
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, foram alvos das ordens judiciais:
- Gabriel Vieira Trindade, conhecido como “Miau”;
- Gilmarlisson Santos Duarte, o “Pelado” ou “Gil”;
- Joseandro Santos Pereira, conhecido como “Andinho”;
- Luan dos Anjos Santos, o “Balotelli”;
- Rhuan Carlos Campos Silva, conhecido como “Ruan”;
- Paulo Ricardo Serra Lindoso, o “Gordo”;
- Erinaldo Santos Pereira, conhecido como “Garoto”;
- Thadeu Vinicius Aguiar dos Santos, o “Tadeu”;
- Victor Gabriel Costa Cardoso, conhecido como “Vitinho”;
- Anderson Mendes Cutrim, o “Nandinho”;
- Mateus Costa Pinheiro;
- Isaac Jorge Aroucha Mendonça;
- um 13º investigado não teve o nome informado no material divulgado.
CINCO SUSPEITOS MORRERAM EM OPERAÇÕES
Além das prisões, cinco suspeitos apontados como envolvidos no crime morreram durante operações policiais realizadas ao longo das investigações.
Segundo as forças de segurança, os mortos foram identificados como Joelson Braga Araújo, conhecido como “Macaco”; David João Gaspar Penha, o “Mucurão”; João Henrique Lindoso Silva, o “João Preto”; Daniel Braga Araújo, chamado de “Jogador 22” ou “Bonitão”; e Roberdan Fonseca Gomes.
A polícia informou que as mortes ocorreram durante confrontos registrados nas ações de busca pelos investigados.