- Policia Federal deflagrou Operação Identidade Ficta em São Luís/MA para investigar inserção de dados falsos em sistema público.
- Empregado público dos Correios foi afastado e teve mandado de busca e apreensão cumprido por suspeita de fraudes no CPF.
- Investigação começou com comunicação da Receita Federal e foi reforçada pelos Correios após identificação de inconsistências.
- Foram identificadas 5.365 inscrições de CPF, sendo 2.561 classificadas como fraudulentas, causando prejuízo de mais de R$ 13 milhões.
- Apurações continuam para esclarecer fatos, identificar envolvidos e dimensionar danos, possivelmente configurando crime contra a Administração Pública.
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (7/8), a Operação Identidade Ficta, em São Luís/MA, com o objetivo de apurar a suposta prática do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública. Na ação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão e determinada medida cautelar de afastamento das funções públicas de um empregado público da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
A investigação teve início a partir de comunicação formal encaminhada pela Receita Federal do Brasil e, posteriormente, reforçada pelos Correios, após a identificação de inconsistências em procedimentos realizados no sistema de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). Segundo as apurações, o investigado, que possuía acesso funcional ao sistema, teria utilizado indevidamente suas credenciais para inserir informações falsas no banco de dados governamental.
As apurações identificaram 5.365 inscrições de CPF realizadas pelo empregado público. Desse total, 2.561 foram classificadas como fraudulentas, além de outras ocorrências consideradas suspeitas ou inconclusivas. Os elementos reunidos até o momento indicam que as inscrições irregulares teriam sido utilizadas para obtenção indevida de benefícios financeiros, causando prejuízo estimado em mais de R$ 13 milhões aos cofres públicos.
As investigações continuam com o objetivo de esclarecer integralmente os fatos, identificar possíveis envolvidos e dimensionar a extensão dos danos causados. As condutas investigadas poderão, em tese, configurar crimes contra a Administração Pública.