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Polícia Federal deflagra operação contra esquema de fraudes no INSS

Investigação aponta uso de identidades falsas para manter benefícios assistenciais ativos e contratar empréstimos consignados

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  • PF deflagra operação contra grupo que fraudava INSS com procuradores fictícios.
  • Esquema criminoso visava manter benefícios ativos e facilitar empréstimos consignados.
  • Investigação aponta prejuízo de R$ 5,7 milhões em 28 casos identificados até agora.
  • PF cumpre sete mandados de busca e apreensão em três cidades do Maranhão.
  • Investigados podem responder por estelionato, falsificação e associação criminosa.
Polícia Federal | Foto: Agência Brasil
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6/8), a Operação Procuração Fantasma, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes em prejuízo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A investigação identificou indícios de um esquema criminoso voltado ao cadastramento fraudulento de procuradores vinculados a titulares de benefícios assistenciais. Segundo as investigações, o esquema tinha como finalidade manter os benefícios ativos por tempo indeterminado e viabilizar a contratação de empréstimos consignados em nome dos beneficiários. Há indícios de que os titulares dos benefícios eram pessoas fictícias, criadas mediante o uso de identidades falsas.

Levantamento realizado pela Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP) aponta que, apenas em relação aos 28 casos identificados até o momento, o prejuízo causado aos cofres públicos pode alcançar aproximadamente R$ 5,7 milhões.

A PF cumpre sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís/MA, Santa Luzia do Paruá/MA e Zé Doca/MA. Também foram autorizadas pela Justiça medidas cautelares de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, bem como o arresto de bens para assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados.

As investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos, apurar a extensão dos danos causados ao sistema previdenciário e reunir novos elementos de prova.

Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação de cada um, pelos crimes de estelionato majorado contra entidade de direito público, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.

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