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Padrasto é condenado por estuprar enteada no MA; mãe também foi condenada por omissão

De acordo com as investigações, os abusos começaram quando a vítima tinha 8 anos e, aos 13, evoluíram para conjunção carnal.

Imagem Ilustrativa | Foto: Divulgação
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Em Balsas (MA), um homem e uma mulher foram condenados pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a filha da acusada. O padrasto recebeu uma pena de 26 anos, 6 meses e 21 dias em regime inicial fechado. A mãe da vítima foi condenada a 14 anos, 7 meses e 15 dias, também em regime inicial fechado.

Histórico de Abusos e Dinâmica do Crime

Segundo as investigações, os abusos tiveram início quando a vítima tinha apenas 8 anos de idade. Ao completar 13 anos, a violência evoluiu para conjunção carnal. O agressor aproveitava os períodos em que a mãe estava fora de casa — trabalhando ou em compromissos religiosos — para cometer os atos. Durante o processo, o homem tentou descredibilizar a vítima, alegando que a denúncia era uma "vingança" por ela não aceitar seus relacionamentos.

Omissão e Convivência com o Agressor

A investigação apontou uma omissão grave por parte da mãe. A vítima relatou os abusos em duas ocasiões aos 13 anos e novamente em 2024, mas a genitora afirmou não acreditar nos relatos, priorizando a estabilidade de seu relacionamento conjugal. Mesmo após a Justiça expedir medidas protetivas, a mãe permitiu que o réu permanecesse ou retornasse à residência familiar diversas vezes.

Obstrução da Investigação e Impacto na Vítima

O Ministério Público (MPMA) também acusou a mãe de dificultar as diligências policiais, criando justificativas — como o ciclo menstrual da filha — para evitar a realização de exames periciais. De acordo com a sentença, a postura da mãe só se alterou após ela própria ser indiciada e a adolescente tentar contra a própria vida, momento em que passou a oferecer apoio à filha.

(Com informações do MPMA)

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