- Laís Bezerra da Silva, de 31 anos, foi morta a facadas no bairro Salobro, em Caxias, no sábado (31).
- Francisco de Assis, companheiro da vítima, é suspeito do feminicídio e fugiu após o crime, ainda não localizado.
- Francisco já havia sido preso em maio por violência contra Laís, mas as medidas protetivas foram revogadas.
- Maranhão registra 33 feminicídios em 2026, com 120 tentativas até novembro, segundo a Casa da Mulher Brasileira.
- Denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas pelos canais 190, 197 e 180, segundo a polícia.
Uma mulher identificada como Laís Bezerra da Silva, de 31 anos, foi morta a facadas na noite de sábado (31), no bairro Salobro, em Caxias, a 278 km de São Luís. O principal suspeito do feminicídio é Francisco de Assis de Oliveira, de 46 anos, companheiro da vítima, que fugiu após o crime e ainda não foi localizado.
Segundo a Polícia Civil, Laís foi atingida por pelo menos cinco golpes de faca após um desentendimento com o suspeito. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas, ao chegar ao local, constatou que a mulher já estava morta.
Suspeito já havia sido preso por violência contra a vítima
De acordo com a Polícia Civil, Francisco de Assis foi preso em maio deste ano pelos crimes de injúria, ameaça e lesão corporal praticados contra Laís. Na ocasião, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em favor da vítima.
Em setembro, a mulher pediu à Justiça a revogação das medidas e informou que havia retomado o relacionamento com o suspeito. Após a solicitação, as medidas protetivas foram revogadas.
Após o feminicídio, Francisco de Assis fugiu e permanece foragido. A Polícia Militar realiza buscas na região para tentar localizá-lo, enquanto a Polícia Civil investiga o caso.
Maranhão registra 33 feminicídios em 2026
Segundo dados da Casa da Mulher Brasileira, com a morte de Laís, o Maranhão chegou a 33 feminicídios registrados neste ano. Até novembro, também haviam sido contabilizadas 120 tentativas de feminicídio no estado.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por qualquer pessoa por meio dos canais oficiais. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.
Denúncias também podem ser feitas pelo 197, da Polícia Civil, ou pelo 180, da Central de Atendimento à Mulher.