O menino Kauã recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (19), após permanecer internado no Hospital Regional de Bacabal, no Maranhão. De acordo com o prefeito do município, Roberto Costa, a criança perdeu cerca de 10 quilos durante o período de desaparecimento e internação, mas já apresenta condições físicas e mentais para deixar a unidade de saúde.
Encontrado na primeira semana após desaparecer com os primos, Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, Kauã agora passará por um processo de reintegração social com acompanhamento institucional.
Em declaração considerada central sobre o caso, o prefeito destacou a necessidade de cuidados contínuos no retorno do menino à convivência social.
“Agora é necessário garantir a integridade física e mental do Kauã e o desejo dele de retornar ao seu ambiente, à sua comunidade, assim como é o desejo também da família. Por isso, é importante recriar uma rede de proteção, pois o Kauã, apesar de hoje estar fora de perigo e tendo condições físicas e mentais de retornar, passou por traumas. É necessário essa rede de proteção para garantir a reintegração dele à sociedade”, afirmou.
Ainda de acordo com o prefeito Roberto Cosa, a Prefeitura de Bacabal, em conjunto com o Ministério Público, o Conselho Tutelar e outros órgãos da rede de proteção, estão estruturando um plano de acolhimento que envolve não apenas o acompanhamento do menino, mas também a preparação das pessoas próximas e da comunidade onde ele vive.
A orientação, conforme informado, é que o convívio inicial seja cuidadoso, respeitando o estado emocional da criança, que ainda demonstra sinais de medo, segundo familiares.
O que aconteceu
Ágatha Isabelle, de 6 anos, o irmão Allan Michael, de 4, e o primo Kauã desapareceram após saírem para brincar na zona rural de Bacabal, área caracterizada por vegetação fechada, pastagens e açudes.
Dias depois, Kauã foi localizado entre o Quilombo de São Sebastião dos Pretos e o Povoado de Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros, em linha reta, do ponto onde o grupo havia sido visto pela última vez.
As buscas pelos irmãos Ágatha e Allan completam 17 dias nesta terça-feira (19). As operações seguem em andamento e foram reforçadas com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que passaram a atuar com equipamentos de alta tecnologia, como o side scan sonar, utilizado para identificar objetos submersos.
As equipes concentram os trabalhos na casa caída, local onde cães farejadores confirmaram a passagem das crianças e no Rio Mearim.