A mãe dos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, afirmou, em entrevista à Rede MeioNorte, que acredita que os filhos estejam vivos, mesmo após mais de dois meses de desaparecimento em Bacabal, no Maranhão.
Clarice segue pedindo ajuda para localizar as crianças e reforça a convicção de que elas ainda podem ser encontradas com vida.
Eles estão vivos. Sempre falei isso, desde o começo. Se eles estivessem mortos, já teriam encontrado. Eles não chegariam nem na metade (do caminho).Quando chegasse a noite, eles ficariam parados, sem saber para onde ir. Eles não tem costume de ir para a mata sozinhos.
RELEMBRE O CASO
No dia 4 de janeiro, Allan Michael, Ágatha Isabelle e o primo Anderson Kauã, de 4, 6 e 8 anos, respectivamente, desapareceram em uma área próxima à comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, nas proximidades de um matagal, em Bacabal.
Três dias depois, Anderson foi encontrado por um carroceiro, a cerca de 4 quilômetros do local do desaparecimento. Ele estava debilitado e sem roupas, sendo encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal para atendimento médico e psicológico. Exames descartaram indícios de violência sexual.
Com o avanço das buscas, a operação recebeu reforços de equipes do Pará e do Ceará, além de efetivos do Exército, da Marinha e de centenas de voluntários. As circunstâncias do desaparecimento e o paradeiro dos irmãos seguem desconhecidos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipes voltaram a percorrer áreas já vistoriadas anteriormente. As buscas permanecem concentradas em pontos mapeados no início das operações, na tentativa de identificar novos indícios. Em regiões de difícil acesso, são utilizados helicópteros e drones.
ÚLTIMO RASTRO DAS CRIANÇAS
O último rastro dos irmãos foi identificado por cães farejadores em uma cabana abandonada, conhecida pelos investigadores como “casa caída”. O local fica a cerca de 3,5 quilômetros, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde ocorreu o desaparecimento.
De acordo com a Polícia Civil, o caso é investigado por uma comissão especial criada para apurar a ocorrência. Dezenas de pessoas já foram ouvidas, e algumas linhas de investigação foram descartadas.