- Justiça determinou prisão preventiva da empresária Carolina Sthela por agressão a empregada doméstica.
- A vítima, grávida de 19 anos, foi torturada física e psicologicamente após ser acusada de furtar anel em Paço do Lumiar (MA).
- Carolina Sthela é investigada por mais de dez processos, incluindo calúnia e fraude.
- A empresária se encontra foragida e pretende comparecer à delegacia voluntariamente na quinta-feira.
A Justiça determinou a prisão preventiva de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís, no Maranhão.
A empresária foi intimada a prestar depoimento por uma equipe da Polícia Civil. No entanto, a mulher não foi localizada e na residência havia apenas uma funcionária. Até o momento, Carolina não foi localizada e se encontra foragida.
A defesa informou que ela pretende comparecer voluntariamente à delegacia ainda nesta quinta-feira.
ENTENDA O CASO
A empregada doméstica Samara Regina denunciou ter sido agredida pela própria patroa, a empresária Carolina Estela. O caso ocorreu no dia 17 de abril e só veio à tona após a vítima — grávida de quase seis meses — procurar um amigo delegado. Três semanas depois, ela ainda está abalada pelos traumas.
Segundo a polícia, o caso começou após o desaparecimento de um anel na casa da agressora, em Paço do Lumiar (MA). A vítima foi torturada física e psicologicamente após ser acusada de furtar um anel. Mesmo negando a acusação, ela foi agredida com socos, tapas e ameaçada com uma arma de fogo, que chegou a ser colocada em sua boca. A violência durou cerca de uma hora.
Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam, disse a vítima.
ANEL LOCALIZADO
A vítima foi acusada de roubar uma joia e passou horas procurando objeto que foi localizado dentro de um cesto de roupas sujas. Segundo o depoimento, mesmo após encontrar o objeto as agressões continuaram e a vítima afirma ter sido ameaçada de morte caso contasse o que houve.
A polícia informou que a empresária responde a mais de dez processos. Em um deles, de 2024, foi condenada por calúnia após acusar falsamente a ex-babá de roubar uma pulseira de ouro. A pena de seis meses em regime aberto foi substituída por serviços comunitários, além de indenização de R$ 4 mil por danos morais.
O que diz a empresária sobre agressão contra doméstica
"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.
Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.
Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.
Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos" .