- Justiça do Maranhão inicia audiências para investigar pastor acusado de crimes sexuais.
- David Gonçalves da Silva foi preso em abril durante operação contra igreja Shekinah House Church.
- Audiências de instrução seguem no Fórum de Paço do Lumiar sem data prevista para encerramento.
- Processo tramita em segredo de Justiça, com depoimentos sigilosos e investigações em andamento.
- Operação "Falso Profeta" identificou até seis possíveis vítimas e apreendeu documentos e celulares.
A Justiça do Maranhão começou, nesta segunda-feira (21), a ouvir vítimas e testemunhas no processo contra David Gonçalves da Silva, líder da igreja Shekinah House Church, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.
O pastor foi preso em abril deste ano durante a operação “Falso Profeta”, deflagrada para investigar denúncias de crimes como estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude, estelionato e associação criminosa.
Audiências seguem durante a semana
A audiência de instrução teve início no Fórum de Paço do Lumiar e deve continuar ao longo desta semana. Conforme a Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), ainda não há previsão para o encerramento dos depoimentos.
Dependendo do andamento das audiências, o réu também poderá ser interrogado pela Justiça.
O processo tramita em segredo de Justiça, por isso detalhes dos depoimentos e outras informações sobre as audiências não podem ser divulgados. Até o momento, também não existe uma data definida para o julgamento.
Pastor foi preso em abril
David Gonçalves da Silva foi preso no dia 17 de abril, em um imóvel utilizado como base da Shekinah House Church.
Segundo as autoridades, o local funcionava como uma comunidade religiosa onde viviam entre 100 e 150 fiéis, sob a liderança direta do pastor.
As investigações, conduzidas de forma sigilosa por cerca de dois anos antes da operação, já haviam identificado entre cinco e seis possíveis vítimas relacionadas às denúncias investigadas.
Durante a operação, a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão na igreja. Celulares, documentos e outros objetos foram recolhidos para serem submetidos à análise pericial.
O caso continua sob investigação e tramitação judicial.