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Justiça começa a ouvir vítimas de pastor investigado por abusos no Maranhão

Audiência de instrução teve início nesta segunda-feira (21), em Paço do Lumiar; pastor é réu em processo que apura denúncias de estupro de vulnerável, fraude, estelionato e associação criminosa

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  • Justiça do Maranhão inicia audiências para investigar pastor acusado de crimes sexuais.
  • David Gonçalves da Silva foi preso em abril durante operação contra igreja Shekinah House Church.
  • Audiências de instrução seguem no Fórum de Paço do Lumiar sem data prevista para encerramento.
  • Processo tramita em segredo de Justiça, com depoimentos sigilosos e investigações em andamento.
  • Operação "Falso Profeta" identificou até seis possíveis vítimas e apreendeu documentos e celulares.
Dependendo do andamento das audiências, o réu também poderá ser interrogado pela Justiça. | Foto: Divulgação Policia Civil
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A Justiça do Maranhão começou, nesta segunda-feira (21), a ouvir vítimas e testemunhas no processo contra David Gonçalves da Silva, líder da igreja Shekinah House Church, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís.

Foto: Divulgação Policia Civil

O pastor foi preso em abril deste ano durante a operação “Falso Profeta”, deflagrada para investigar denúncias de crimes como estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude, estelionato e associação criminosa.

Audiências seguem durante a semana

A audiência de instrução teve início no Fórum de Paço do Lumiar e deve continuar ao longo desta semana. Conforme a Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA), ainda não há previsão para o encerramento dos depoimentos.

Dependendo do andamento das audiências, o réu também poderá ser interrogado pela Justiça.

O processo tramita em segredo de Justiça, por isso detalhes dos depoimentos e outras informações sobre as audiências não podem ser divulgados. Até o momento, também não existe uma data definida para o julgamento.

Pastor foi preso em abril

David Gonçalves da Silva foi preso no dia 17 de abril, em um imóvel utilizado como base da Shekinah House Church.

Segundo as autoridades, o local funcionava como uma comunidade religiosa onde viviam entre 100 e 150 fiéis, sob a liderança direta do pastor.

As investigações, conduzidas de forma sigilosa por cerca de dois anos antes da operação, já haviam identificado entre cinco e seis possíveis vítimas relacionadas às denúncias investigadas.

Durante a operação, a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão na igreja. Celulares, documentos e outros objetos foram recolhidos para serem submetidos à análise pericial.

O caso continua sob investigação e tramitação judicial.

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