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Filha de procurador que ficou em 2.018º em concurso é retirada do cargo de delegada

Tribunal de Justiça do Maranhão reverte decisão judicial que mantinha filha do procurador Francisco Barros Sousa no cargo de delegada.

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  • Tribunal de Justiça do Maranhão reverteu decisão que permitiu nomeação de Ariana Sampaio Sousa como delegada.
  • Ariana foi eliminada em concurso de 2017, mas obteve ordem judicial para ocupar cargo após ser desclassificada.
  • Desembargadores unânimes atenderam pedido da PGE para derrubar nomeação da filha do procurador Francisco Barros Sousa.
  • Ariana tomou posse em 12 de maio de 2025, após decisão judicial que a mantinha no cargo apesar da eliminação no concurso.
  • Concurso previa 20 vagas imediatas e cadastro de reserva, com cláusula limitando convocação a 225 candidatos mais bem classificados.
Filha de procurador é retirada do cargo de delegada | Foto: Reprodução
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O Tribunal de Justiça do Maranhão reverteu uma decisão judicial que permitiu a nomeação de Ariana Sampaio Sousa para o cargo de delegada. Ela havia feito concurso em 2017, sendo eliminada ainda na primeira fase, ocupando a 2.018ª posição na prova objetiva, mas conseguiu uma ordem judicial para ocupar o cargo.

De acordo com informações do 'UOL', a decisão de retirar Ariana do cargo representa um novo capítulo de uma disputa judicial que ganhou repercussão no meio dos concursos públicos e passou a ser questionada pelo Governo do Maranhão e pelo Ministério Público Estadual.

Os desembargadores votaram de forma unânime para atender ao pedido da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) do Maranhão e derrubar a determinação que mantinha a filha do procurador Francisco Barros Sousa no cargo.

Mesmo sendo desclassificada no concurso, Ariana tomou posse em 12 de maio de 2025 por decisão do juiz Osmar Gomes dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís.

O concurso

O concurso para delegado da Polícia Civil do Maranhão foi realizado em 2017 e previa inicialmente 20 vagas para provimento imediato, além de cadastro de reserva. O edital estabelecia uma cláusula de barreira que limitava aos 225 candidatos mais bem classificados na ampla concorrência a convocação para a prova discursiva. 

Ariana ficou na 2.018ª posição na prova objetiva e entrou na Justiça alegando que havia acertado 60 das 100 questões e alcançado a pontuação mínima exigida nas disciplinas. Ainda assim, não foi convocada para a prova discursiva e acabou eliminada do certame.

A candidata questionou judicialmente a eliminação e obteve uma decisão que autorizou sua participação nas etapas seguintes. Posteriormente, concluiu o curso de formação da Academia de Polícia Civil e conseguiu a nomeação.

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