As buscas pelas três crianças desaparecidas na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a cerca de 250 km de São Luís, continuam na noite desta terça-feira (6). O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, está no município para acompanhar de perto o trabalho das equipes.
A ocorrência mobiliza forças da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. As ações estão concentradas em um povoado onde moradores levantam a suspeita de que um homem possa ter envolvimento no desaparecimento.
Segundo familiares, esse homem chegou à comunidade há pouco tempo e foi denunciado no dia 2 de janeiro por tentativa de estupro. De acordo com o avô das crianças, ele teria tentado abusar de uma prima do menino mais velho, de 8 anos. Após a denúncia, o suspeito deixou o local. Dias depois, no domingo (4), as crianças desapareceram.
A família e vizinhos acreditam que o homem possa ter relação com o caso. Ele é procurado pela polícia.
Até o momento, não há informações sobre o paradeiro das crianças: os irmãos Ágatha Isabelle, de 5 anos, Allan Michael, de 4 anos, e o primo Anderson Can, de 8 anos. As buscas contam com apoio de dois cães farejadores, um helicóptero do Centro Tático Aéreo e um drone com sensor de calor, que já sobrevoou a área, mas nenhuma pista foi encontrada.
A polícia informou que as operações seguem intensificadas. Informações que possam ajudar nas buscas podem ser repassadas diretamente à delegacia de Bacabal.
Relembre o caso
Três crianças desapareceram na tarde de domingo (4) no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. A situação foi divulgada pelo prefeito Roberto Costa nas redes sociais.
As crianças foram identificadas como Anderson Kauan, de 8 anos, Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4 anos. Segundo o prefeito, o desaparecimento ocorreu por volta das 15h.
Equipes do Comando de Operações de Sobrevivência em Área Rural (Cosar), da Polícia Militar do Maranhão, realizaram buscas em áreas de mata e em um lago até a noite e a madrugada, mas não localizaram as crianças.
Familiares relataram que elas costumavam brincar juntas e teriam ido para uma área de mato antes de desaparecerem.