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ONU pede aos EUA que revejam a aplicação de sua política migratória durante a Copa

Chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, Volker Türk, fez o pedido durante uma coletiva de imprensa

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  • Volker Türk pediu revisão das políticas migratórias dos EUA durante a Copa do Mundo de 2026.
  • O chefe de direitos humanos da ONU criticou medidas que afetam os direitos humanos e dignidade humana.
  • Árbitro somali foi impedido de entrar nos EUA, levantando preocupações sobre acesso ao torneio.
  • Políticas migratórias dos EUA podem influenciar experiência de atletas, árbitros e torcedores durante a Copa do Mundo.
Infantino e Trump | Foto: Reprodução/Instagram
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O chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Volker Türk, pediu nesta quarta-feira (10) que os Estados Unidos façam uma revisão profunda da forma como aplicam suas políticas migratórias durante a Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita em uma coletiva de imprensa realizada em Genebra, em meio ao aumento das discussões sobre imigração e acesso ao país para participantes e torcedores do Mundial.

Preocupação com direitos humanos e dignidade

Segundo Volker Türk, as medidas migratórias adotadas pelos Estados Unidos precisam ser analisadas sob a perspectiva dos direitos humanos.

Espero sinceramente que haja uma reflexão profunda sobre a maneira como a aplicação das políticas migratórias afeta os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente no contexto da Copa do Mundo, sejam repensadas políticas que, infelizmente, parecem prevalecer atualmente, particularmente nos Estados Unidos, afirmou.

Árbitro somali foi impedido de entrar nos Estados Unidos

As declarações ocorreram após a repercussão do caso do árbitro somali Omar Artan, de 34 anos, que teve sua entrada nos Estados Unidos barrada pelas autoridades norte-americanas. Credenciado para atuar na Copa do Mundo de 2026, Artan desembarcou em Miami no último sábado, mas foi impedido de ingressar no país sob alegações relacionadas à segurança nacional. O árbitro viajava para integrar o grupo de oficiais de arbitragem selecionados para trabalhar no torneio.

O episódio acontece em um contexto de endurecimento das políticas migratórias implementadas pelo presidente Donald Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. A administração norte-americana ampliou mecanismos de controle nas fronteiras e reforçou critérios de admissibilidade para viajantes estrangeiros, especialmente em situações consideradas relacionadas à segurança nacional.

Situação do Irã também gera preocupação

Além do caso do árbitro somali, a participação do Irã na Copa do Mundo vem sendo acompanhada com atenção por dirigentes esportivos e autoridades internacionais. O país está entre os afetados por medidas migratórias adotadas pelos Estados Unidos, o que levantou dúvidas sobre a entrada de atletas, dirigentes e torcedores iranianos durante a competição.

Nos últimos dias, a federação de futebol do Irã alegou que houve redução na disponibilidade de ingressos destinados aos torcedores iranianos para os jogos da Copa. A situação ampliou os debates sobre possíveis impactos das políticas migratórias e de segurança no acesso ao torneio.

Jogadores chamaram atenção ao desembarcar no México

Outra polêmica envolvendo a delegação iraniana ocorreu durante a chegada da equipe ao México. Jogadores da seleção desembarcaram usando broches com o número 168, gesto que foi interpretado por observadores como uma referência simbólica relacionada ao contexto político do país. O episódio gerou repercussão internacional e aumentou a atenção em torno da participação iraniana na competição.

Com a Copa do Mundo sendo disputada em Estados Unidos, Canadá e México, especialistas avaliam que as políticas migratórias dos países-sede poderão influenciar diretamente a experiência de atletas, árbitros, dirigentes e torcedores. As recentes controvérsias indicam que o tema deve permanecer em destaque ao longo da realização do torneio.

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