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Ex-presidente da Fifa critica decisões de Infantino na Copa: “Para onde estamos indo?”

Joseph Blatter questionou o intervalo de 30 minutos na decisão do Mundial, a reversão da suspensão de Balogun e o veto a um árbitro somali

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  • Joseph Blatter criticou decisões da Fifa sobre a Copa do Mundo 2026, incluindo o intervalo prolongado da final e a reversão da suspensão de Folarin Balogun.
  • A Fifa estendeu o intervalo da final entre Espanha e Argentina para 30 minutos, com apresentações de artistas como Justin Bieber e Madonna.
  • Blatter defendeu a entrada de árbitros estrangeiros, como Omar Artan, reforçando a importância da universalidade do futebol.
  • O ex-presidente da Fifa questionou a influência política na decisão de rever cartões vermelhos, alertando sobre a neutralidade da entidade.
  • Blatter deixou a Fifa em 2015, após investigações de corrupção, e foi sucedido por Gianni Infantino, atual presidente.
Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa | Foto: Fabrice Coffrini/AFP
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O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez duras críticas às decisões adotadas pela entidade durante a Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Em publicações nas redes sociais, o dirigente questionou medidas como o intervalo estendido da final, a reversão da suspensão de um jogador da seleção dos Estados Unidos e o impedimento da participação de um árbitro somali no torneio.

Blatter criticou a decisão da Fifa de ampliar o intervalo da final entre Espanha e Argentina, marcada para domingo (19), para cerca de 30 minutos, em razão da realização de um show inspirado no formato do Super Bowl, a final da NFL.

Tradicionalmente, o intervalo das partidas de futebol dura 15 minutos. Desta vez, porém, a decisão contará com apresentações de artistas como Justin Bieber, Shakira, Madonna, BTS e Coldplay.

A pausa para a hidratação foi só o começo. No domingo, a final da Copa do Mundo vai ver o ponto alto do torneio: o maior intervalo da história do futebol. A final da Copa do Mundo como uma cópia do Super Bowl. Para onde estamos indo, Fifa?

Blatter reprovou “caso Balogun”

O ex-dirigente também criticou a decisão de reverter a suspensão do atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos. Expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus, o jogador foi liberado para atuar na partida seguinte, contra a Bélgica, após uma intervenção atribuída ao presidente norte-americano Donald Trump.

Cartões vermelhos não são revertidos por ligações políticas. Eles são revertidos por regras, evidências e órgãos independentes. Se um presidente dos EUA intervém com o Presidente da Fifa, e um jogador é subitamente absolvido antes de uma partida eliminatória da Copa do Mundo, a questão é inevitável: Para onde estamos indo, Fifa? O futebol nunca deve se tornar um playground para o poder político.

Defesa de árbitro barrado

Blatter também saiu em defesa do árbitro somali Omar Artan, que ficou fora da Copa do Mundo após ser impedido de entrar nos Estados Unidos.

Segundo o ex-presidente da Fifa, o país-sede de um Mundial deve garantir a entrada de todos os profissionais credenciados para a competição.

Um país anfitrião da Copa do Mundo da Fifa deve garantir dois princípios fundamentais: a segurança do país e a entrada irrestrita de todas as equipes, árbitros e juízes qualificados. O caso do árbitro Omar Artan, da Somália, vai contra uma dessas obrigações. A Fifa nunca deve comprometer a universalidade do futebol.

Joseph Blatter presidiu a Fifa entre 1998 e 2015. Ele deixou o cargo em meio a investigações de corrupção envolvendo a entidade e foi sucedido por Gianni Infantino, atual presidente da Fifa.

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