- Lucas Paquetá sofreu lesão muscular na coxa e está fora das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
- A lesão ocorreu durante a vitória do Brasil sobre o Japão e foi confirmada por exames de imagem.
- O jogador iniciará um protocolo de recuperação intensiva sob acompanhamento da equipe médica da Seleção.
- A lesão muscular na coxa é classificada como grave e exige cuidados para evitar recaídas.
- Apesar da ausência no próximo jogo, ainda não há definição sobre a participação do atleta no restante do Mundial.
Lucas Paquetá está fora das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 após exames de imagem detectarem uma lesão muscular na parte posterior da coxa, informou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nesta terça-feira (30). O meio-campista se machucou durante a vitória do Brasil sobre o Japão e iniciará um protocolo intensivo de recuperação. Apesar da ausência confirmada no próximo jogo, ainda não há definição sobre a participação do jogador no restante do Mundial.
Segundo a CBF, Paquetá permanecerá sob acompanhamento da equipe médica da Seleção Brasileira. Em nota, a entidade informou que o atleta seguirá "um protocolo de tratamento intensivo, acompanhado pela equipe médica da Seleção Brasileira, visando sua recuperação e retorno às atividades no menor tempo possível".
Como aconteceu a lesão
O problema físico surgiu nos minutos finais do primeiro tempo da partida contra o Japão, disputada na segunda-feira (29). O meia passou a mancar em campo e levou a mão à parte de trás da coxa, deixando evidente o desconforto muscular.
Os exames realizados no dia seguinte confirmaram a lesão na região posterior da coxa, o que tirou o jogador da partida das oitavas de final, marcada para o próximo domingo (5).
O que é a lesão muscular na parte posterior da coxa?
A lesão muscular ocorre quando há ruptura parcial ou total das fibras musculares, geralmente provocada por esforço intenso, sobrecarga ou movimentos explosivos. A região posterior da coxa reúne músculos responsáveis por aceleração, mudanças rápidas de direção e impulsão, sendo uma das áreas mais afetadas no futebol de alto rendimento.
De acordo com o médico ortopedista e especialista em trauma do esporte Eduardo Ramalho, durante esse tipo de movimento os músculos da parte de trás da coxa ficam submetidos a elevada tensão, tornando-se mais suscetíveis às lesões.
Já o ortopedista Mário Lenza, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que as fibras musculares funcionam como pequenos cabos elásticos que trabalham em conjunto para produzir força e movimento. Quando a carga supera a capacidade do músculo, parte dessas fibras pode se romper.
"No esporte de alto rendimento, esse risco aumenta bastante por causa da sequência de jogos, desgaste físico acumulado, fadiga muscular, pouco tempo de recuperação entre partidas e até histórico de lesões anteriores", afirma o especialista.
Graus da lesão e sintomas
As lesões musculares costumam ser classificadas em três níveis:
- Grau 1: pequeno estiramento, com dor leve e sem perda significativa de força;
- Grau 2: ruptura parcial das fibras musculares, provocando dor moderada e redução da função muscular;
- Grau 3: ruptura completa do músculo ou separação do tendão, causando perda quase total da função.
Entre os principais sintomas estão dor, inchaço, hematomas, fraqueza muscular, espasmos e limitação dos movimentos.
Recuperação exige cautela
O tratamento inicial é voltado para controlar a dor, a inflamação e o inchaço. Em seguida, o atleta passa por um processo gradual de fisioterapia, fortalecimento muscular e recondicionamento físico.
Segundo Eduardo Ramalho, a parte posterior da coxa exige atenção especial devido ao alto índice de reincidência.
"Na coxa, existe um cuidado muito grande porque é uma região com alto índice de recidiva. O jogador pode até melhorar da dor relativamente rápido, mas o músculo demora mais tempo para recuperar a capacidade de suportar cargas explosivas", alerta.
O tempo médio de recuperação varia entre quatro e oito semanas, dependendo da gravidade da lesão. Por isso, especialistas consideram prematuro afirmar que Paquetá está fora do restante da Copa.
"Tudo vai depender da evolução clínica nas próximas semanas. Em lesões musculares, existe sempre uma preocupação importante com o risco de nova lesão caso o retorno aconteça antes da recuperação ideal", destaca Mário Lenza.