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Copa do Mundo de 2026 pode gerar receita recorde para a Fifa; veja valores

Expansão do torneio, novos acordos comerciais e maior número de partidas devem impulsionar o faturamento da entidade no próximo Mundial

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  • A Copa do Mundo de 2026 será a mais lucrativa da história da Fifa, com previsão de receita de US$ 8,9 bilhões.
  • Direitos de transmissão devem representar 44% da receita total, com estimativa de US$ 3,925 bilhões.
  • Venda de ingressos e hospitalidade devem gerar US$ 3,017 bilhões, impulsionados pelo aumento do número de partidas.
  • A Fifa prevê gastos de US$ 3,756 bilhões, com o restante destinado ao desenvolvimento do futebol global.
  • A Copa de 2026 movimentará economia dos países-sede, com crescimento de 6,3% nos gastos com cartões de crédito.
Taça da Copa do Mundo | Foto: Reprodução/ Divulgação/FIFA
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A Copa do Mundo de 2026 deve se tornar a edição mais lucrativa da história da Fifa. Com a ampliação do torneio de 32 para 48 seleções e o aumento para 104 partidas, a entidade prevê arrecadar cerca de US$ 8,9 bilhões com a competição, valor aproximadamente US$ 2 bilhões superior ao registrado no Mundial de 2022, realizado no Catar.

O torneio será o principal responsável pelo crescimento financeiro da Fifa no ciclo entre 2023 e 2026. A entidade revisou a previsão de receita para o período e estima alcançar um recorde de US$ 13 bilhões, cerca de US$ 2 bilhões acima do orçamento aprovado inicialmente em 2023.

Direitos de transmissão lideram projeção de receitas

Entre os valores esperados para a Copa de 2026, a maior parte deve vir da venda de direitos de transmissão. A previsão é de arrecadação de US$ 3,925 bilhões, o equivalente a 44% da receita total estimada para o Mundial.

A venda de ingressos e os serviços de hospitalidade devem representar outros US$ 3,017 bilhões, impulsionados pelo maior número de jogos e pela utilização de estádios com grande capacidade. Já os contratos de marketing devem gerar aproximadamente US$ 1,786 bilhão.

Para a realização do torneio, a Fifa prevê gastos de US$ 3,756 bilhões. Segundo a entidade, o valor restante será destinado principalmente ao desenvolvimento do futebol em diferentes regiões.

Mundial movimenta economia dos países-sede

Além das receitas diretas da Fifa, a Copa de 2026 também deve movimentar setores ligados ao turismo e ao consumo. Empresas responsáveis pela venda de alimentos e bebidas nos estádios registram expectativa de crescimento durante o período da competição.

Em algumas partidas, o gasto médio dos torcedores chegou a aproximadamente US$ 100 por pessoa, segundo levantamento divulgado pela Bloomberg. As cidades que receberão jogos também já registram aumento na movimentação econômica.

Dados do Bank of America apontaram crescimento de 6,3% nos gastos com cartões de crédito e débito nas cidades-sede entre os dias 10 e 21 de junho, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre visitantes de outras localidades, o avanço chegou a 16,7%.

Ricardo Ade, do Haiti , aplaude os torcedores após a partida (Foto: Reprodução/ IMAGENS via Reuters/Jordan Godfree)

Premiação das seleções também será recorde

A expansão do Mundial também elevou o valor distribuído às seleções participantes. A premiação total da Copa de 2026 será de US$ 871 milhões, o maior valor já registrado na competição.

Cada uma das 48 equipes classificadas receberá, no mínimo, US$ 12,5 milhões. O montante inclui US$ 2,5 milhões destinados à preparação para o torneio e US$ 10 milhões garantidos mesmo para as seleções eliminadas ainda na fase de grupos.

Com o novo formato, todas as equipes participantes deixarão o Mundial com uma premiação milionária, independentemente do desempenho esportivo.

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