Um dia após o Flamengo cobrar publicamente cerca de 1,8 milhão de euros (R$ 10,7 milhões) do Almería pela transferência do atacante Lázaro, o clube espanhol respondeu com críticas e ironia nas redes sociais.
A disputa também ganhou repercussão por envolver o nome de Cristiano Ronaldo, que detém cerca de 25% das ações do clube espanhol. O Flamengo citou o astro em sua nota oficial, ao comentar a estrutura societária do clube espanhol.
Em publicação ilustrada com a imagem de um juiz usando um adereço do Flamengo, o Almería questionou o tom da nota divulgada pelo clube brasileiro e sugeriu que o posicionamento poderia ser uma “brincadeira de 1º de abril”.
“Publicar um comunicado como se o veredito já tivesse sido proferido, enquanto o caso ainda está em arbitragem… que autoconfiança! Ou será mais uma brincadeira de 1º de abril?”, escreveu o clube, em espanhol.
Posicionamento oficial
Mais cedo, o Almería já havia se manifestado em seu site oficial, afirmando estar “surpreso” com a nota do Flamengo.
No comunicado, o clube espanhol declarou que o time brasileiro teria omitido informações relevantes, especialmente sobre discussões relacionadas à aplicação da convenção para evitar a dupla tributação entre Espanha e Brasil.
O Almería também reforçou que mantém o entendimento de que os valores cobrados não são devidos.
Lázaro com a camisa do Almería - Foto: Divulgação/Almería
Entenda a disputa
O Flamengo sustenta que o clube espanhol não cumpriu integralmente as obrigações financeiras previstas na transferência de Lázaro, realizada em 2022. Segundo o acordo, o Almería seria responsável pelo pagamento de tributos na Espanha, além das parcelas da negociação, enquanto o clube brasileiro arcaria com os encargos no Brasil.
Após cobrança da autoridade fiscal espanhola, motivada pelo não pagamento por parte do Almería, o Flamengo afirma ter quitado os valores para evitar sanções.
Diante do impasse, o clube acionou a FIFA e a Corte Arbitral do Esporte (CAS), onde o caso segue em arbitragem.
Em nota divulgada na quarta-feira, o Flamengo afirmou que a conduta do Almería não se trata de um caso pontual, mas de uma postura deliberada de adiamento de obrigações, o que, segundo o clube, compromete a segurança jurídica nas relações contratuais do futebol.