O Manchester United demitiu, nesta segunda-feira, o técnico Ruben Amorim, encerrando um trabalho marcado por resultados irregulares e conflitos nos bastidores. A decisão foi tomada horas após o empate por 1 a 1 com o Leeds United, em Elland Road, partida após a qual o treinador fez críticas públicas à cúpula do clube.
DESEMPENHO FRACO MARCA PASSAGEM POR OLD TRAFFORD
A passagem de Amorim por Old Trafford durou 14 meses. Nesse período, o técnico português venceu 24 dos 63 jogos disputados, alcançando um aproveitamento de apenas 38,71%. O índice é o pior de um treinador do Manchester United desde Frank O’Farrell, demitido em 1971, após registrar 37,04% de vitórias.
ENTREVISTA COLETIVA FOI O ESTOPIM DA DEMISSÃO
O estopim para a saída foi a entrevista coletiva concedida após o jogo contra o Leeds United. Na ocasião, Amorim criticou o rótulo de “head coach” e exigiu ser tratado como “manager”, cobrando mais autonomia no comando do futebol.
O discurso incluiu ainda uma crítica velada ao diretor esportivo Jason Wilcox, ao mencionar a frustração pela não contratação do ponta Antoine Semenyo, do Bournemouth.
IMPASSE COM A DIRETORIA SELA DESTINO
Apesar de afirmar que não deixaria o cargo, o destino do treinador foi selado pela diretoria. Os dirigentes optaram por interromper o projeto, diante do impasse sobre controle no mercado de transferências e do desempenho esportivo abaixo do esperado.
RESULTADOS AQUÉM DAS EXPECTATIVAS
Na última temporada, Amorim perdeu a final da Liga Europa para o Tottenham Hotspur e encerrou a Premier League apenas na 15ª colocação. Mesmo com uma leve melhora recente, o técnico não conseguiu corrigir os problemas defensivos da equipe, fator que pesou na decisão final do clube.